Direito Processual Múltipla Escolha

A página do Facebook de uma entidade flantrópica começa a receber ofensas dirigidas aos seus colaboradores. Como a empresa deve interagir com o Facebook para que disponibilize informações pessoais dos usuários que criaram os perfis ilícitos? "João Justiça", Em busca de verdadeiros que foram responsáveis pelas mensagens ofensivas?

A página do Facebook de uma entidade flantrópica começa a receber ofensas dirigidas aos seus colaboradores. Como a empresa deve interagir com o Facebook para que disponibilize informações pessoais dos usuários que criaram os perfis ilícitos? "João Justiça", Em busca de verdadeiros que foram responsáveis pelas mensagens ofensivas?

  1. A requisição judicial de fornecimento de registros de conexão e aplicações de Internet apresentado pela entidade não tem requisitos legais mínimos para ser admitida, devendo, no mínimo, elucidar os fundados indícios da ocorrência de um ilícito.
  2. Aos usuários responsáveis pela criação dos perfis são assegurados a inviolabilidade e o sigilo do fluxo de suas comunicações pela Internet, que não poderão ser infringidas mesmo mediante ordem judicial. Portanto, nada poderá ser revelado ao solicitante.
  3. O caso narrado no enunciado não se aplica à Lei n.º 12.965/2014. O texto faz referência a uma lei complementar do Código Civil. Esses aspectos são tratados como um tipo de contravenção penal. Todo o registro de acesso não poderá ser disponibilizado para qualquer finalidade.
  4. A preservação da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem dos usuários responsáveis pela criação dos perfis impede o acesso aos dados cadastrais que informem qualificação pessoal, filiação e endereço a qualquer requisitante.
  5. O Facebook somente será obrigado a disponibilizar os registros de conexão e de acesso a aplicações de Internet, de forma autônoma ou associados a dados pessoais ou a outras informações que possam contribuir para a identificação do usuário ou do terminal, mediante ordem judicial.

Resolução completa

Explicação passo a passo

E
Alternativa E

Alternativa E

A questão aborda o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014), que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil. O caso envolve a solicitação de dados de usuários por uma entidade privada (Facebook) para identificação de responsáveis por ofensas.

De acordo com a legislação brasileira, a privacidade dos dados de conexão é protegida, mas não é absoluta. Ela pode ser quebrada mediante processo legal adequado.

Análise Detalhada

A alternativa correta baseia-se nos artigos 10 e 11 da Lei nº 12.965/2014:

  • Sigilo dos Dados: Os provedores são obrigados a guardar os registros de conexão e de acesso a aplicações em rede por um período determinado (geralmente 1 ano).
  • Requisito para Acesso: O acesso a esses registros só pode ser solicitado ou fornecido mediante ordem judicial, exceto nas hipóteses específicas previstas na lei (como investigações criminais autorizadas pelo Ministério Público ou Polícia Judiciária sob supervisão judicial).
  • Proteção ao Usuário: A lei visa proteger a intimidade e a vida privada do usuário contra acessos arbitrários de terceiros ou entidades privadas sem amparo legal.

Vamos analisar porque as outras alternativas estão incorretas:

AlternativaErro Identificado
AIncorreta. A lei exige requisitos legais rigorosos para qualquer fornecimento de registros, independentemente de haver ou não crime cometido.
BIncorreta. A inviolabilidade e sigilo podem ser quebrados mediante ordem judicial para fins de investigação ou apuração de infrações.
CIncorreta. A Lei do Marco Civil da Internet aplica-se a todas as relações jurídicas envolvendo o uso da Internet, incluindo responsabilização civil.
DIncorreta. A preservação da intimidade não impede o acesso aos dados se houver ordem judicial válida.

Conclusão:

A única alternativa que reflete corretamente a exigência legal para a divulgação de registros de conexão e acesso à aplicação (logs) é a Alternativa E, pois destaca a necessidade imperativa de uma ordem judicial para que o provedor seja obrigado a disponibilizar essas informações.

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