Direito Processual Múltipla Escolha

Sobre o caso hipotético apresentado e a queixa-crime, nos crimes de ação penal privada, estabelecidos pelo Código de Processo Penal (CPP), assinale a alternativa INCORRETA:

Sobre o caso hipotético apresentado e a queixa-crime, nos crimes de ação penal privada, estabelecidos pelo Código de Processo Penal (CPP), assinale a alternativa INCORRETA:

  1. O perdão concedido a Ronaldo à querelada Silvana a todos aproveitará, ainda que recusado por Fábio e Rodrigo.
  2. Se a uma quarta pessoa for imputado o mesmo crime de Silvana, Fábio e Rodrigo, o Ministério Público deverá zelar pela indivisibilidade da ação penal, obrigando o querelante Ronaldo ao processamento de todos.
  3. José, advogado de Ronaldo, para ajuizar a ação penal privada, deverá estar munido de procuração com poderes especiais, constando, em regra, o nome do querelante e a menção do fato criminoso.
  4. Estará perempta a ação penal privada iniciada por queixa-crime apresentada por Ronaldo se este deixar de promover o andamento do processo durante 30 dias seguidos.
  5. O Ministério Público poderá aditar a queixa-crime, no prazo de 3 dias, contados do recebimento dos autos, e deverá intervir em todos os termos subsequentes do processo.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Alternativa A

Esta questão aborda aspectos fundamentais da Ação Penal Privada no Código de Processo Penal (CPP), especificamente sobre a validade do perdão, a indivisibilidade da ação e as formalidades processuais.

Para identificar a alternativa incorreta, é necessário analisar o tratamento jurídico dado ao perdão quando há mais de um acusado.

Análise das Alternativas

  • Alternativa A (Incorreta): Esta afirmativa viola o Artigo 108 do CPP. O código estabelece que, na existência de vários réus, o perdão concedido a um não se estende aos outros, salvo se estes expressamente consentirem. Portanto, dizer que o perdão aproveita a todos mesmo que recusem pelos demais está juridicamente errado. O perdão é um ato pessoal.
  • Alternativa B (Correta): Refere-se ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada. Conforme o Artigo 119 do CPP, a queixa deve ser apresentada contra todos os co-autores do crime ou seus partícipes. O Ministério Público atua como fiscal da lei (custos legis) para assegurar que essa unidade seja mantida.
  • Alternativa C (Correta): Está em conformidade direta com o Artigo 39 do CPP. Para apresentar a queixa, o advogado necessita de procuração com poderes especiais, devendo constar o nome do ofendido e a descrição do fato criminoso.
  • Alternativa D (Correta): Corresponde ao disposto no Artigo 60 do CPP. A ação penal privada perece (extingue-se) se o querelante deixar de promover o andamento do processo por 30 dias consecutivos.
  • Alternativa E (Correta): Baseia-se no Artigo 56, § 2º do CPP. Em ações privadas, o Ministério Público tem o prazo de 3 dias para aditar (complementar) a queixa-crime e deve intervir em todas as fases subsequentes do processo.

Conclusão

A alternativa A é a única que contém uma afirmação falsa em relação à legislação processual penal vigente, pois ignora a natureza pessoal do perdão entre co-réus.

Resposta: Alternativa A

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