Direito do Trabalho Múltipla Escolha

A previsão constitucional da igualdade entre homens e mulheres se aplica a diversos aspectos do emprego. No entanto, o ordenamento jurídico contém diversas normas que enumeram regras específicas de proteção em relação ao trabalho da mulher, entre as quais a:

A previsão constitucional da igualdade entre homens e mulheres se aplica a diversos aspectos do emprego. No entanto, o ordenamento jurídico contém diversas normas que enumeram regras específicas de proteção em relação ao trabalho da mulher, entre as quais a:

  1. Obrigatoriedade de concessão, durante a jornada de trabalho, de dois intervalos de 30 minutos cada para a empregada amamentar seu filho, inclusive se advindo do adoção, até o mesmo complete 6 meses de vida, sendo que os horários dos descansos deverão ser definidos em acordo individual entre a mulher e o empregador.
  2. Previsão de que estabelecimentos em que trabalham pelo menos 20 mulheres com mais de 18 anos de idade deverão ter local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência seus filhos no período da amamentação.
  3. Previsão de que qualquer tipo de estabelecimento em que trabalhem mulheres é obrigado a instalar vestiários com armários individuais privativos das mulheres e, nos locais de trabalho, sejam disponibilizados escâninhos e gavetas específicas para as mesmas.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B

A questão aborda as normas específicas de proteção ao trabalho da mulher no ordenamento jurídico brasileiro, especialmente relacionadas à maternidade e amamentação.

Fundamentação Legal

A alternativa correta baseia-se na legislação trabalhista consolidada (CLT) e nas garantias constitucionais:

  • Base Legal: Artigo 396 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
  • Direito Garantido: Às mulheres que amamentam é assegurada a possibilidade de interromper a jornada para alimentar o filho.
  • Duração da Jornada: O texto legal prevê uma hora de repouso por turno, que pode ser utilizada integralmente ou dividida em intervalos (comumente interpretados como dois de 30 minutos, conforme descrito na alternativa).
  • Prazo Limite: O direito vigora até que a criança complete 6 meses de idade.
  • Mães Adotivas: A Lei nº 13.509/2017 estendeu expressamente essas proteções às mães adotivas, garantindo paridade de direitos.

Análise das Alternativas

AlternativaAnálise
(A)Refere-se à privacidade e dignidade, mas não é a norma clássica de proteção laboral materna citada no contexto da igualdade remuneratória e de jornada.
(B)CORRETA. Descreve exatamente o direito aos intervalos para amamentação (1 hora diária, geralmente dividida), com limite de 6 meses e inclusão de adoção.
(C)Contém dados incorretos. A exigência histórica de instalações para guarda de filhos (creches/nursery) envolvia geralmente um número diferente de funcionárias (ex: 30 mulheres, conforme antiga redação do Art. 389 da CLT).
(D)Embora vestiários sejam importantes, a obrigatoriedade específica descrita não constitui a norma central de proteção à maternidade comparável à dos intervalos de amamentação.

Conclusão

A legislação brasileira busca equilibrar a igualdade formal entre homens e mulheres com a proteção material necessária à maternidade. O intervalo para amamentação é um exemplo clássico dessa proteção, garantindo a saúde tanto da mãe quanto do filho. Portanto, a Alternativa B está correta.

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