Alternativa E - Manutenção de hierarquias sociais no pós-abolição
Introdução
A questão aborda as consequências sociais da abolição da escravatura no Brasil através de um texto adaptado que destaca a diferença entre a liberdade jurídica e a realidade vivida pelos libertos. O foco central é entender o conceito de continuidade estrutural.
Desenvolvimento
O texto da questão contém dois pontos fundamentais para a análise:
- Marco Jurídico: A Lei Áurea (1888) encerrou legalmente a escravidão.
- Realidade Social: Houve "continuidades estruturais" que mantiveram os ex-escravizados em "condições de subordinação".
Isso significa que, embora a lei tivesse mudado, as relações de poder, racismo e desigualdade econômica não foram alteradas imediatamente. Os libertos permaneceram nas camadas mais baixas da sociedade, sem acesso efetivo à terra ou oportunidades iguais, perpetuando a hierarquia estabelecida durante o período colonial e imperial.
Análise
Vamos examinar cada alternativa com base no texto:
- a) Integração plena dos libertos ao mercado de trabalho: Incorreta. O texto cita "condições de subordinação", o que indica precariedade e falta de autonomia, não uma integração plena.
- b) Ampliação imediata da cidadania política dos libertos: Incorreta. O texto foca na "subordinação" e não menciona direitos políticos. Além disso, historicamente, a cidadania plena demorou a chegar.
- c) Redistribuição fundiária favorável aos ex-escravizados: Incorreta. O texto não menciona terra. Historicamente, a abolição ocorreu sem reforma agrária ("o fim da escravidão sem a distribuição de terras").
- d) Consolidação de políticas estatais de inclusão social: Incorreta. Manter pessoas em "subordinação" é o oposto de inclusão social.
- e) Manutenção de hierarquias sociais no pós-abolição: Correta. A frase "mantiveram os ex-escravizados em condições de subordinação" descreve exatamente a permanência das hierarquias sociais onde os negros livres ocupavam posições inferiores.
Conclusão
A resposta correta é a Alternativa E, pois o texto enfatiza que a mudança na lei não rompeu as estruturas de dominação social, mantendo os libertos em uma posição subordinada na sociedade brasileira.