História do Brasil Múltipla Escolha

A historiadora Laura de Mello e Souza, ao afirmar que em 1500 ‘não se pode dizer, a rigor, que existisse, então, Brasil nem brasileiros’, propõe que

A historiadora Laura de Mello e Souza, ao afirmar que em 1500 ‘não se pode dizer, a rigor, que existisse, então, Brasil nem brasileiros’, propõe que

  1. as sociedades indígenas pré-cabralianas não possuíam Estado centralizado nem maturidade civilizacional suficiente antes da chegada europeia.
  2. é anacrônico supor que o Brasil e seu povo existissem no século XVI, pois esses elementos são fruto de uma construção histórica posterior.
  3. os historiadores portugueses negam que a expedição de Cabral tenha dado início à formação do Brasil.
  4. no século XVI, ainda não havia métodos historiográficos capazes de analisar o surgimento político e étnico do Brasil.
  5. o Brasil e seu povo só podem ser compreendidos a partir da chegada de Portugal, já que as sociedades pré-cabralianas não constituíram civilização.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - É anacrônico supor que o Brasil e seu povo existissem no século XVI, pois esses elementos são fruto de uma construção histórica posterior.

Introdução

Esta questão trabalha com o conceito de anacronismo na História. A historiadora Laura de Mello e Souza argumenta que é um erro aplicar conceitos políticos e identitários modernos (como "nação", "Brasil", "brasileiro") a um momento específico do passado (1500), quando essas identidades ainda não haviam sido formadas.

Desenvolvimento

O texto destaca que, embora a terra tenha sido tocada por Cabral, ela não foi incorporada oficialmente à Coroa Portuguesa imediatamente. A frase chave é: "não se pode dizer, a rigor, que existisse, então, nem Brasil nem brasileiros".

Isso significa que o Brasil como entidade política e o brasileiro como cidadão são construções sociais que levaram séculos para se consolidarem. Em 1500, existiam povos nativos e colonizadores vindos de Portugal, mas ainda não havia uma identidade unificada de "povo brasileiro".

Análise Detalhada

Para chegar à conclusão, vamos examinar cada alternativa com base no texto:

  • (A) Sociedades indígenas sem Estado: O texto não foca na complexidade política interna das tribos indígenas, mas sim na ausência do conceito de "Brasil". Portanto, esta opção foge do tema principal.
  • (B) Anacronismo correto: Esta é a resposta certa. O termo anacrônico refere-se a atribuir características, nomes ou eventos a um período em que eles não pertencem historicamente. A autora defende que "Brasil" e "brasileiro" surgiram de um processo histórico subsequente, não coexistindo com o evento de 1500.
  • (C) Negativa da expedição: O texto diz que há discordância sobre a data de consagração, mas não afirma que a expedição não deu início à formação. Apenas questiona a existência imediata da nação.
  • (D) Métodos historiográficos: O texto não discute as ferramentas de pesquisa disponíveis no século XV, mas sim a interpretação moderna sobre aquele período.
  • (E) Ausência de civilização: Afirmar que sociedades pré-cabralinas não eram civilizações é uma visão reducionista que não reflete o argumento da autora sobre a identidade nacional.

Conclusão

A alternativa B é a única que traduz corretamente a ideia de que as identidades nacionais são construções temporais e não fatos naturais presentes desde o primeiro contato.

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