Alternativa B - Década de 80.
Introdução à História da Orientação Escolar
Esta questão aborda a trajetória histórica da profissão de Orientador Educacional no Brasil, especificamente o momento de transição que gerou insegurança sobre a manutenção do cargo na legislação educacional futura. Para responder corretamente, é necessário entender o contexto das reformas educacionais ocorridas nas últimas décadas do século XX.
Desenvolvimento Histórico
O papel do Orientador Educacional teve seu marco inicial consolidado com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1961 (Lei nº 4.024). Durante os anos 60 e 70, essa função era bem definida e valorizada como parte integrante do corpo docente.
No entanto, a partir dos anos 80, o cenário político e educacional brasileiro passou por profundas transformações:
- Redemocratização: O fim do regime militar trouxe novas demandas para a escola pública.
- Constituição de 1988: Uma nova Constituição Federal foi promulgada, exigindo uma atualização da LDB.
- Nova LDB (Lei nº 9.394/96): O processo de elaboração dessa nova lei começou a ganhar força na década de 80, levantando dúvidas sobre quais profissões seriam mantidas.
## Análise Detalhada
- Período de Transição: A década de 80 marca o início das discussões intensas para a nova legislação educacional. Foi nesse período que surgiram as primeiras incertezas sobre o destino da figura do orientador.
- Incerteza Legal: Como mencionado no enunciado, não havia consenso se a "nova LDB" (que viria a ser aprovada em 1996) manteria menções específicas ao orientador educacional.
- Mudança de Foco: As discussões pedagógicas da época tendiam a priorizar a gestão democrática e o trabalho coletivo, diluindo a identidade individual do orientador dentro de funções mais amplas de coordenação pedagógica.
Portanto, foi a partir da década de 80 que esse processo de questionamento e redefinição profissional se tornou evidente, culminando na LDB atual que trata os profissionais da educação de forma mais genérica.
Conclusão
A resposta correta é a Alternativa B, pois a década de 80 representa o ponto de inflexão histórico onde a identidade do Orientador Educacional entrou em crise devido às expectativas e debates sobre a nova Lei de Diretrizes e Bases.