Resposta: A igreja paraense, como exemplos de igrejas coloniais no Paraná, exemplifica a verticalidade e o excesso de adornos do barroco ao combinar a herança gótica (tendência vertical) com a exuberância barroca.
Desenvolvimento
O gótico valorizava a verticalidade por meio de arcos pontiagudos, vasistas de arco e espaços altos, visando "ligar o mundo terrestre ao celestial". O barroco, herdeiro desse impulso, intensificou essa tendência, usando campanários altos, delgados e orientados para o céu, associados a ornamentação exagerada.
Análise
- Verticalidade: Os campanários das igrejas paraenses, como a Igreja de São João Batista, em Curitiba, ou a Igreja Matriz de Paranaguá, são projetados com espessuras reduzidas e alturas elevadas, criando uma linha ascendente que "atinge" o céu, alinhando-se à ideia barroca de drama e proximidade com Deus.
- Adornos excessivos: São caracterizados por esculturas de santos, volutas, ouro folhado, azulejos ornamentados e detalhes em madeira ou pedra, todos projetados para impressionar e celebrar a sacralidade, um traço típico do barroco.
Conclusão
Essa combinação de verticalidade intensificada e ornamentação exagerada torna as igrejas paraenses um exemplo concreto do barroco, que, ao herdar o impulso gótico, amplificou a expressão artística com grandiosidade e devoção.
Observação: Embora não haja uma igreja específica "paranaense" universalmente referida, essa descrição se encaixa na tipologia de igrejas coloniais do século XVIII no sul do Brasil, que combinam influências espanholas (barroco español) com elementos locais.