História do Brasil Múltipla Escolha

Entre os séculos XVI e XIX, diferentes concepções sobre as relações entre Estado e economia foram formuladas. Tais concepções, associadas a cada um dos textos, confrontam-se, respectivamente, na:

Entre os séculos XVI e XIX, diferentes concepções sobre as relações entre Estado e economia foram formuladas. Tais concepções, associadas a cada um dos textos, confrontam-se, respectivamente, na:

  1. valorização do pacto colonial — combate à livre-iniciativa.
  2. defesa dos monopólios régios — apoio à livre concorrência.
  3. formação do sistema metropolitano — crítica à livre navegação.
  4. abandono da acumulação metalista — estímulo ao livre-comércio.
  5. eliminação das tarifas alfandegárias — incentivo ao livre-cambismo.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - Defesa dos monopólios régios — apoio à livre concorrência

Introdução à Análise

A questão apresenta dois textos que representam visões econômicas opostas entre os séculos XVI e XIX. O objetivo é identificar as práticas econômicas associadas a cada concepção.

  • Texto I: Refere-se ao Mercantilismo.
  • Texto II: Refere-se ao Liberalismo Econômico (Adam Smith).

Desenvolvimento

1. Análise do Texto I (Mercantilismo)

O primeiro texto cita características fundamentais do período pré-capitalista ou do capitalismo comercial:

  • Centralização econômica: O Estado assume o controle das atividades produtivas.
  • Protecionismo: Uso de barreiras comerciais para defender a produção nacional.
  • Expansão ultramarina: Busca por colônias para obter metais preciosos e produtos exóticos.

Essas práticas materializavam-se na defesa de monopólios régios, onde apenas a Coroa ou empresas autorizadas pelo Estado podiam realizar certos tipos de comércio.

2. Análise do Texto II (Liberalismo Econômico)

O segundo texto refere-se à obra clássica de Adam Smith, "A Riqueza das Nações" (1776):

  • Crítica às interferências: Rejeita leis e práticas que restringem a economia.
  • Lei Natural: Acredita que o mercado possui mecanismos próprios de regulação sem necessidade de intervenção estatal excessiva.

Essa visão fundamenta o apoio à livre concorrência, onde a oferta e a demanda determinam os preços e a produção, sem monopólios estatais.

Análise Comparativa

Para confirmar a resposta, comparamos as opções com os conceitos identificados:

ConceitoTexto I (Mercantilismo)Texto II (Liberalismo)
Intervenção EstatalAlta (Centralização)Baixa/Nula (Não fazer)
ComércioRestrito/MonopolizadoLivre
Prática AssociadaMonopólios RégiosLivre Concorrência
  • Opção A: Incorreta. O liberalismo não combate a livre iniciativa, ele a defende.
  • Opção B: Correta. O mercantilismo defendia monopólios (Texto I) e Smith defendia a livre concorrência (Texto II).
  • Opção C: Incorreta. O liberalismo não critica a livre navegação, mas sim as restrições.
  • Opção D: Incorreta. O mercantilismo valorizava a acumulação metalista, não o abandonava.
  • Opção E: Incorreta. O mercantilismo utilizava tarifas alfandegárias (protecionismo), não as eliminava.

Conclusão

A oposição central entre os textos reside no papel do Estado na economia: enquanto o Texto I representa o controle estatal através de monopólios régios, o Texto II representa a liberdade econômica através do apoio à livre concorrência.

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