Alternativa E - Deficientes ou pessoas com defeito, não eram considerados seres competentes e sim inferiores.
Justificativa Didática
Esta questão aborda a História da Educação Especial, especificamente o período da Antiguidade Clássica (aproximadamente 4000 a.C. a 476 d.C.). Para responder corretamente, é necessário compreender a mentalidade e a estrutura social daquela época.
O Contexto Histórico
Na Antiguidade, não existia o conceito moderno de "direitos humanos" ou "inclusão". A visão sobre pessoas com deficiência (incluindo surdez) era regida por fatores religiosos, supersticiosos e utilitários:
- Visão Religiosa/Supersticiosa: As deficiências físicas e sensoriais eram frequentemente interpretadas como castigos dos deuses ou sinais de mau presságio para a comunidade.
- Utilitarismo Social: Em civilizações como Esparta e Roma, a força física era valorizada para a guerra e trabalho. Quem não se encaixava nesses padrões era considerado inútil ou um fardo.
- Terminologia: O termo usado historicamente muitas vezes carregava conotação negativa, associando a condição a um "defeito" (vitium em latim), e não a uma característica humana neutra.
Análise das Alternativas
| Alternativa | Análise | Veredito |
|---|
| a | Afirma que eram considerados competentes e inteligentes. Isso contradiz a exclusão histórica. | ❌ Incorreta |
| b | Sugere capacidade de aprendizado focada no pedagógico moderno. Naquela época, não havia preocupação educacional inclusiva. | ❌ Incorreta |
| c | Descreve uma visão positiva ("bênção"), típica de movimentos contemporâneos de inclusão, não da antiguidade. | ❌ Incorreta |
| d | Fala em "ser humano igual a todos", um conceito filosófico muito posterior à formação do Estado Democrático de Direito. | ❌ Incorreta |
| e | Reflete a realidade histórica de estigma, onde eram vistos como inferiores ou defeituosos. | ✅ Correta |
Conclusão
A alternativa E é a única que respeita a veracidade histórica do período citado. A surdez e outras deficiências eram marcadores de inferioridade social, levando à exclusão, abandono ou eliminação em alguns casos extremos, e não ao reconhecimento de capacidades.