Alternativa B - Cidadã do amanhã
O período do Estado Novo (1937-1945), sob a liderança de Getúlio Vargas, marcou uma mudança significativa na forma como o Estado brasileiro lidava com a infância. Embora tenha criado instituições de proteção, a visão predominante não era de direitos individuais imediatos, mas sim de uma estratégia nacional.
Nesse contexto histórico, a criança não era vista como um sujeito de direitos no presente, mas como um recurso estratégico para garantir a continuidade e o desenvolvimento da nação.
Análise das Alternativas
A escolha correta fundamenta-se na retórica política e pedagógica da época:
- Cidadã do amanhã (Alternativa B): Reflete a ideologia do regime, que via a criança como o "Brasil do amanhã". O investimento na infância justificava-se pela necessidade de formar cidadãos disciplinados e saudáveis para o futuro do país.
- Cidadã presente (Alternativa D): Este conceito só se consolidou com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em 1990. Durante o Estado Novo, a criança era objeto de tutela, não titularidade plena de direitos sociais no presente.
- Cidadã da esperança / do futuro (Alternativas A e C): Embora semanticamente próximas, a expressão "cidadão do amanhã" está mais alinhada aos slogans oficiais e à historiografia específica sobre a construção da infância nessa era.
Portanto, a criança era instrumentalizada pelo Estado como a garantia de um futuro melhor para a Pátria, caracterizando-a como a cidadã do amanhã.