Alternativa E - Ausência de liberdade religiosa
Introdução
A questão apresenta dois momentos cruciais da relação entre o Estado Romano e o Cristianismo: a fase inicial de perseguição e o momento em que a religião se tornou oficial. Embora as atitudes tenham mudado drasticamente, existe um traço comum fundamental nas duas situações analisadas.
Desenvolvimento
Para entender a resposta, precisamos analisar a natureza do poder em ambos os textos:
- Texto 1 (Século II - Perseguição):
- O governador Plínio relata a execução de cristãos que recusavam negar sua fé.
- O Estado Romanos considerava o cristianismo um crime e uma loucura.
- Conclusão: Não havia espaço para a crença cristã; a liberdade de culto estava totalmente suspensa.
- Texto 2 (Fim do Século IV - Oficialização):
- O Édito de Tessalônica ordena que todos sigam o catolicismo apostólico.
- Outras crenças são chamadas de "heresia" e seus seguidores serão punidos.
- Conclusão: O Estado agora impõe uma única religião válida, criminalizando qualquer outra opção espiritual.
Análise
Ao compararmos os dois cenários, observamos o seguinte padrão:
| Característica | Texto 1 (Perseguição) | Texto 2 (Oficialização) | Ponto Comum |
|---|
| Postura Estatal | Proibição total | Imposição obrigatória | Controle Estatal |
| Liberdade de Crença | Inexistente | Inexistente para minorias | Ausência de Liberdade Religiosa |
| Punição | Morte ou exílio | Castigos divinos e humanos | Uso do Poder Político |
Em ambos os casos, a decisão sobre qual religião seria praticada pertencia exclusivamente ao Imperador e ao Governo, e não à consciência individual dos cidadãos. Portanto, a permanência destacada é a restrição da liberdade de culto.
Conclusão
A alternativa correta é a E, pois tanto a perseguição quanto a imposição de uma religião única demonstram que o indivíduo não possuía o direito de escolher sua crença livremente dentro do Império Romano nessas épocas.