O golpe militar de 1964 foi orquestrado por um conjunto de forças (civis e militares) que não estavam descontentes com o governo de João Goulart, mas, principalmente, viam uma suposta ameaça comunista em curso, apoiada por ele. Ademais, Goulart representava uma longa tradição varguista, que tantos queriam enterrar. Paradoxalmente, consolidada a ditadura, o regime militar sob o governo linha-dura empreendeu ações que:
O golpe militar de 1964 foi orquestrado por um conjunto de forças (civis e militares) que não estavam descontentes com o governo de João Goulart, mas, principalmente, viam uma suposta ameaça comunista em curso, apoiada por ele. Ademais, Goulart representava uma longa tradição varguista, que tantos queriam enterrar. Paradoxalmente, consolidada a ditadura, o regime militar sob o governo linha-dura empreendeu ações que:
- acabaram retomando alguns princípios do nacional-estatismo de Vargas, como a importância-chave do Estado como promotor e regulador da economia, da política e da cultura.
- reduziam drasticamente o papel do estado na economia, criando um robusto programa de privatizações das empresas estatais, gerando, assim, as condições para o chamado “milagre econômico”.
- criaram programas estratégicos para o desenvolvimento de indústrias de bens duráveis com capital exclusivamente nacional, dando continuidade a uma política de substituição de importações evitando a entrada de multinacionais no país.
- encamparam as reformas estruturais, como a reforma agrária e a estatização de indústrias de base, marcando a transição para uma economia planificada.
- remetiam às práticas clientelistas da Primeira República, principalmente, ao negociar apoio com os empresários estrangeiros em detrimento aos nacionais.