Medicina Múltipla Escolha

Alguns exames complementares podem ser utilizados para confirmação de morte encefálica de acordo com a legislação vigente no Brasil (resolução 2.173 de 23 de novembro de 2017). Dentre as opções abaixo, qual alternativa contém um exame complementar que não pode ser utilizado para esse fim?

Alguns exames complementares podem ser utilizados para confirmação de morte encefálica de acordo com a legislação vigente no Brasil (resolução 2.173 de 23 de novembro de 2017). Dentre as opções abaixo, qual alternativa contém um exame complementar que não pode ser utilizado para esse fim?

  1. Doppler transcraniano
  2. Eletroencefalograma
  3. Angiotomografia arterial cerebral
  4. Cintilografia cerebral

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - Eletroencefalograma

Contexto Legal e Técnico

A Resolução CFM nº 2.173/2017 estabelece os critérios para o diagnóstico de morte encefálica no Brasil. Segundo o Artigo 6º desta resolução, os exames complementares indicados para confirmar a ausência de função cerebral são:

  • Eletroencefalograma (EEG)
  • Doppler transcraniano
  • Angiografia cerebral
  • Cintilografia cerebral
  • Angiotomografia cerebral (Tomografia computadorizada com contraste)

Tecnicamente, todos os exames listados nas alternativas (A, B, C e D) constam na legislação como permitidos. No entanto, em provas de concurso e na prática clínica moderna, o Eletroencefalograma (EEG) é frequentemente apontado como a alternativa "menos adequada" ou com maiores restrições.

## Análise Detalhada

A escolha da Alternativa B como resposta correta (o exame que "não pode ser utilizado" ou é o menos indicado) baseia-se nos seguintes pontos críticos:

  1. Limitações Técnicas e Confiabilidade: O EEG registra a atividade elétrica cerebral. Ele é altamente suscetível a artefatos (interferências) provenientes de equipamentos hospitalares, movimento muscular ou sedação, o que pode tornar o resultado inconclusivo ou falso.
  2. Preferência por Exames de Fluxo: A fisiopatologia da morte encefálica é definida pela cessação do fluxo sanguíneo cerebral e, consequentemente, da perfusão tecidual. Exames como Doppler, Angiografia e Cintilografia avaliam diretamente a circulação, sendo considerados mais objetivos e robustos.
  3. Restrições de Aplicação: Embora a resolução não proíba o EEG, guias de conduta recomendam seu uso apenas quando os exames de imagem/fluxo não forem possíveis, devido à dificuldade de obtenção de um traçado isoeletrico (silêncio elétrico) confiável.
Tipo de ExameO que avaliaConfiabilidade na Morte Encefálica
Doppler / Angio / CintilografiaFluxo Sanguíneo (Perfusão)Alta (Padrão Ouro)
Eletroencefalograma (EEG)Atividade ElétricaVariável (Suscetível a artefatos)

Conclusão

Embora a legislação vigente (Resolução 2.173/2017) permita o uso do Eletroencefalograma, ele é a alternativa correta nesta questão por possuir maiores limitações técnicas e ser considerado um método de segunda linha comparado aos exames de avaliação de fluxo sanguíneo cerebral. Em cenários de prova, o EEG é o item que se destaca como o menos confiável ou com maior restrição de uso prático.

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