Alternativa C
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece diretrizes baseadas em evidências para promover um parto seguro e humanizado. Para identificar a alternativa correta referente à não recomendação, devemos analisar quais práticas são desencorajadas ou consideradas desnecessárias pelo órgão.
Diretrizes da OMS sobre Trabalho de Parto
A OMS publica guias como "Recomendações da OMS sobre intervenções para melhorar os resultados do parto" (2018). Abaixo, detalhamos o posicionamento sobre cada item da questão:
- Pelvimetria Clínica: A OMS desaconselha fortemente o uso rotineiro da pelvimetria clínica. Estudos mostram que este exame não consegue prever com precisão se haverá incompatibilidade cefalopélvica e sua realização pode aumentar a taxa de cesáreas desnecessárias sem melhorar o prognóstico materno ou fetal.
- Exames Vaginais: A OMS recomenda limitar a frequência dos exames vaginais digitais (geralmente não mais que 5 vezes no total durante o trabalho de parto) para reduzir o risco de infecção e dor, mas não proíbe totalmente. A opção A ("a cada 4 horas") pode ser considerada excessiva dependendo do contexto, mas a pelvimetria é uma contraindicação mais clara de rotina.
- Analgesia Epidural: É recomendada quando solicitada e disponível, garantindo o direito da mulher à dor controlada.
- Auscultação Fetal Intermitente: É o método recomendado para monitorar o feto em casos de baixo risco, sendo preferível à monitorização eletrônica contínua quando possível.
- Ingestão de Líquidos e Alimentos: A OMS recomenda a ingestão livre de alimentos e líquidos durante o trabalho de parto, salvo contraindicações clínicas específicas, para manter a energia da parturiente.
Resumo Comparativo
| Prática | Posicionamento da OMS |
|---|
| Pelvimetria Clínica | Não Recomendada (Desaconselhada) |
| Analgesia Epidural | Recomendada (quando disponível/desejada) |
| Auscultação Intermitente | Recomendada |
| Ingestão Oral | Recomendada |
| Exames Vaginais | Limitados (evitar rotina frequente) |
Portanto, a única prática listada que a OMS indica explicitamente para não ser realizada como rotina preventiva é a pelvimetria clínica.
Alternativa C.