Alternativa B
A questão examina conhecimentos sobre o manejo clínico e as características de diversas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), exigindo distinção entre tratamentos, sintomatologia e protocolos de saúde pública.
A alternativa correta destaca uma regra fundamental de controle de epidemias: a interrupção da cadeia de transmissão através do tratamento dos parceiros.
Análise Detalhada
Para compreender a resposta, analisamos cada item conforme as diretrizes atuais do Ministério da Saúde e literatura médica:
- Alternativa A (Incorreta): A infecção por clamídia (Chlamydia trachomatis) tem dois regimes principais. A Azitromicina é usada em dose única (1g), mas a Doxiciclina deve ser administrada por 7 dias (100 mg a cada 12 horas). Portanto, a afirmação de "dose única" para doxiciclina está errada.
- Alternativa B (Correta): Na Donovanose (Granuloma Inguinal), causada por Klebsiella granulomatis, é obrigatório tratar os parceiros sexuais que tiveram contato nos últimos 60 dias. Isso previne a reinfecção do paciente e novas contaminações, sendo uma medida mandatória.
- Alternativa C (Incorreta): A descrição clínica apresentada ("ulceração de borda plana ou hipertrofica, fundo granuloso, aspecto vermelho vivo") é a definição clássica do Cancro Mole (Haemophilus ducreyi). O Herpes Genital inicia-se com pequenas vesículas dolorosas que se rompem formando úlceras superficiais e rasas.
- Alternativa D (Incorreta): O diagnóstico da sífilis latente não se baseia apenas em "testes imunológicos" (termo genérico para sorologias treponêmicas). Ele requer a combinação de testes não treponêmicos (como VDRL, para medir atividade) e treponêmicos (para confirmação), aliada à história clínica para diferenciar latência recente de antiga.
- Alternativa E (Incorreta): A manifestação primária do Linfogranuloma Venéreo (LGV) é uma pequena pápula ou úlcera indolor que cicatriza rapidamente e passa despercebida. A apresentação clínica mais comum e distintiva ocorre no estágio secundário, com adenite inguinal (ínguas dolorosas), e não nas lesões descritas na alternativa.
Conclusão
A conduta de tratar parceiros sexuais em casos de donovanose é essencial para o controle epidemiológico da doença. Assim, a Alternativa B é a resposta correta.