Alternativa D - Colocar torniquete acima do local da amputação.
Resumo da Resposta
A intervenção prioritária é o controle mecânico da hemorragia massiva (torniquete), pois o paciente está em estado de choque hipovolêmico descompensado devido à perda sanguínea ativa. Embora o protocolo ATLS priorize a via aérea, hemorragias catastróficas externas devem ser controladas imediatamente para evitar morte por exsanguinação.
Análise Detalhada
1. Identificação do Diagnóstico Clínico
O cenário clínico apresenta um quadro clássico de Choque Hipovolêmico Hemorrágico:
- Sangramento Ativo e Abundante: Perda significativa de volume sanguíneo.
- Sinais Vitais Instáveis:
- Pressão Arterial: $80 \times 50$ mmHg (Hipotensão).
- Frequência Cardíaca: $130$ bpm (Taquicardia compensatória).
- Frequência Respiratória: $30$ rpm (Compensação metabólica).
- Pele Pálida e Fria: Indicativo de vasoconstrição periférica (shock).
2. Aplicação do Protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support)
No atendimento ao trauma, a sequência clássica é ABCDE, mas com uma atualização importante sobre hemorragias massivas:
| Etapa | Ação Padrão | Situação deste Paciente |
|---|
| A (Via Aérea) | Garantir patência | GCS 13 (paciente consciente, via aérea provavelmente mantida). |
| B (Respiração) | Avaliação torácica | Sem sinais de comprometimento primário. |
| C (Circulação) | Controle de Sangramento | Prioridade Máxima: Sangramento ativo ameaça a vida agora. |
| D (Neurológico) | Escala de Coma | GCS 13 não exige intervenção imediata de vias aéreas. |
3. Por que as outras alternativas estão incorretas ou são secundárias?
- A. Posicionar cânula orofaríngea:
- A cânula orofaríngea é indicada quando há risco de obstrução da via aérea, geralmente em pacientes inconscientes (GCS < 9).
- Como o paciente tem GCS 13, ele mantém reflexos de proteção das vias aéreas. O sangramento é mais urgente.
- B. Administrar fluidos intravenosos:
- A reposição volêmica é essencial, mas administrar fluido sem controlar a fonte de perda é como tentar encher um balde furado.
- Em pacientes com sangramento ativo e hipotensão, o uso excessivo de cristaloide pode diluir fatores de coagulação e aumentar a pressão hidrostática, piorando o sangramento (conceito de permissive hypotension). O controle cirúrgico ou mecânico vem antes.
- C. Manter a coluna cervical estabilizada:
- A estabilização cervical é padrão para todo trauma de mecanismo significativo (acidente de trânsito).
- Ela deve ser feita manualmente enquanto se avalia o restante, mas não é a intervenção terapêutica prioritária que salvará a vida neste momento específico contra a exsanguinação.
Conclusão
Em casos de amputação traumática com hemorragia ativa e instabilidade hemodinâmica, a aplicação de um torniquete é a medida definitiva e imediata para cessar o sangramento. Isso permite estabilizar o paciente para transportá-lo e realizar ressuscitação adequada posteriormente.
Portanto, a alternativa correta é a D.