Medicina Múltipla Escolha

Homem de 47 anos reside com a mãe, recentemente diagnosticada com tuberculose pulmonar bacilífera. Paciente tem filha de 9 anos que também mora em sua residência. Ele e a filha negam sintomas respiratórios, febre ou perda ponderal. No exame físico: sem alterações. Foram submetidos à triagem inicial conforme protocolo do Ministério da Saúde, com os seguintes resultados: • Raio-X de tórax normais; • Teste tuberculínico (PPD) do pai: 7 mm; • Teste tuberculínico (PPD) da filha: 4 mm. Com base no caso e nas recomendações nacionais para manejo de contactantes e Infecção Latente por Tuberculose (ILTB), a conduta mais adequada é:

Homem de 47 anos reside com a mãe, recentemente diagnosticada com tuberculose pulmonar bacilífera. Paciente tem filha de 9 anos que também mora em sua residência. Ele e a filha negam sintomas respiratórios, febre ou perda ponderal. No exame físico: sem alterações. Foram submetidos à triagem inicial conforme protocolo do Ministério da Saúde, com os seguintes resultados: • Raio-X de tórax normais; • Teste tuberculínico (PPD) do pai: 7 mm; • Teste tuberculínico (PPD) da filha: 4 mm.

Com base no caso e nas recomendações nacionais para manejo de contactantes e Infecção Latente por Tuberculose (ILTB), a conduta mais adequada é:

  1. Não há necessidade de tratamento do paciente, pois é imunocompetente e assintomático.
  2. Iniciar tratamento do paciente para ILTB com isoniazida + rifapentina por 4 meses
  3. Repetir o PPD da filha em 8 semanas e tratar apenas se houver aumento ≥ 10 mm na segunda leitura.
  4. Iniciar tratamento do paciente para tuberculose ativa com esquema RIPE por 6 meses.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B

Introdução

A questão aborda o manejo de contatantes domiciliares de um caso de Tuberculose Pulmonar Bacilífera, focando no diagnóstico e tratamento da Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) versus Tuberculose Ativa.

Desenvolvimento

Para responder corretamente, é necessário analisar o status de cada familiar (pai e filha) com base nos critérios do Ministério da Saúde:

1. Avaliação do Pai (Adulto)

  • Perfil: Homem de 47 anos, contatante direto.
  • Sintomas: Ausentes (assintomático).
  • Exames:
  • Raio-X de Tórax: Normal (afasta TB Ativa).
  • PPD (Teste Tuberculínico): 7 mm.
  • Interpretação: Em adultos e adolescentes imunocompetentes, considera-se positivo um PPD \ge 5 mm.
  • Diagnóstico: Como o raio-x é normal e ele não tem sintomas, mas tem reação cutânea positiva, o diagnóstico é Infecção Latente por Tuberculose (ILTB).
  • Conduta: Indica-se tratamento profilático para evitar a evolução para a forma ativa.
  • Esquemas de tratamento: Historicamente, utilizava-se apenas Isoniazida por 6 meses. No entanto, protocolos modernos (como os atualizados recentes do SUS) recomendam esquemas mais curtos para melhorar a adesão, incluindo a associação de Isoniazida + Rifampicina por 4 meses (ou 3 meses).

2. Avaliação da Filha (Criança)

  • Perfil: Criança de 9 anos.
  • PPD: 4 mm.
  • Interpretação: Em crianças menores de 15 anos, o corte para considerar o teste positivo é geralmente \ge 10 mm (ou \ge 5 mm em situações específicas de alto risco/imunossupressão, mas 4 mm permanece negativo neste contexto).
  • Conduta: Devido à possibilidade de janela imunológica (tempo para o corpo desenvolver reação após a infecção), recomenda-se repetir o teste em 8 semanas. Se permanecer negativo, não há indicação de tratamento imediato.

## Analise das Alternativas

AlternativaAnálise
AIncorreta. O paciente tem PPD positivo (7 mm) para um adulto. Ignorar o tratamento de ILTB aumenta o risco de desenvolvimento da doença ativa.
BCorreta. O paciente apresenta quadro confirmado de ILTB (contatante, PPD positivo, sem doença ativa). O tratamento profilático é indicado. O esquema de Isoniazida + Rifampicina por 4 meses é um protocolo atual e eficaz para ILTB.
CParcialmente correta na conduta da criança, mas não a melhor resposta global. Embora a filha precise de reteste em 8 semanas, a questão pede a conduta "mais adequada" diante do cenário completo. O tratamento imediato do pai (caso positivo de ILTB) é uma ação prioritária e definitiva, enquanto a conduta da filha é de vigilância. Além disso, a alternativa B resolve o caso clínico ativo identificado.
DIncorreta. O paciente é assintomático e o Raio-X é normal. Não há indícios de Tuberculose Ativa (esquema RIPE é para casos ativos).

Conclusão

A conduta mais adequada é tratar a Infecção Latente identificada no pai, prevenindo a progressão para a doença ativa. O esquema de combinação de antibióticos por período reduzido (4 meses) é uma prática consolidada em protocolos recentes para otimizar a adesão ao tratamento.

Portanto, a alternativa correta é a B.

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