Medicina Múltipla Escolha

Maria, 10 anos de idade, com história de febre há 5 dias, evoluindo há 24 horas com piora clínica, dispneia, do ventilatório dependente, sonolência, tosse produtiva. Ao exame físico: sonolenta, pálida, dispneica, hidratada, tiragem sub e intercostal AP: crepitações em hemitórax direito FR: 30 ipm SO₂: 90% em ar ambiente Fc: 165 bpm, ritmo sinusal Pulsos periféricos finos Pcp: 4 segundos PA: 80x40 mmhg Ecg: 10 Ante o exposto, o possível diagnóstico do quadro que a trouxe à urgência é:

Maria, 10 anos de idade, com história de febre há 5 dias, evoluindo há 24 horas com piora clínica, dispneia, do ventilatório dependente, sonolência, tosse produtiva. Ao exame físico: sonolenta, pálida, dispneica, hidratada, tiragem sub e intercostal AP: crepitações em hemitórax direito FR: 30 ipm SO₂: 90% em ar ambiente Fc: 165 bpm, ritmo sinusal Pulsos periféricos finos Pcp: 4 segundos PA: 80x40 mmhg Ecg: 10 Ante o exposto, o possível diagnóstico do quadro que a trouxe à urgência é:

  1. Pneumonia.
  2. Choque cardiogênico.
  3. Sepse.
  4. Choque séptico.
  5. Abcesso pulmonar.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D - Choque séptico

Análise do Caso Clínico

Para chegar ao diagnóstico correto, precisamos identificar três pilares principais presentes na descrição da paciente:

  1. Foco Infecioso:
  • História de febre há 5 dias.
  • Tosse produtiva e dispneia.
  • Exame físico revela crepitações em hemitórax direito (suspeita forte de pneumonia).
  1. Resposta Inflamatória Sistêmica:
  • Taquicardia (FC: 165 bpm).
  • Taquipneia (FR: 30 ipm).
  • Hipóxia (SaO2: 90% em ar ambiente).
  1. Disfunção Circulatória (Choque):
  • Hipotensão: Pressão arterial de 80x40 mmHg é baixa para uma criança de 10 anos (espera-se sistólica acima de ~100-110 mmHg).
  • Má Perfusão Tecidual: Tempo de preenchimento capilar (Pcp) de 4 segundos (o normal é < 2 segundos).
  • Alteração do Estado Mental: Paciente sonolenta.

Definições Clínicas

A distinção entre os diagnósticos propostos baseia-se na gravidade da resposta à infecção:

DiagnósticoCritérios Principais
PneumoniaInfecção pulmonar local. Não necessariamente causa instabilidade circulatória grave.
SepseInfecção + Resposta inflamatória sistêmica (SIRS). Pode ter perfusão preservada.
Choque SépticoSepse + Disfunção cardiovascular persistente (hipotensão ou necessidade de vasoativos).

No caso apresentado, a paciente já evoluiu para falência circulatória (choque), caracterizada pela hipotensão refratária e sinais de má perfusão (capilar lento, alteração mental). Isso define o quadro como Choque Séptico, que é a complicação mais grave da sepse.

Embora a pneumonia seja a provável fonte da infecção (causa), o diagnóstico da condição clínica que exige intervenção imediata de urgência é o choque séptico. O choque cardiogênico seria improvável sem histórico de cardiopatia e sinais típicos de insuficiência cardíaca congestiva.

Portanto, a alternativa correta é D.

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