Medicina Múltipla Escolha

Mulher de 25 anos de idade apresenta dor pélvica intensa durante a menstruação e dispareunia de profundidade há um ano, que, no início do quadro, melhoravam com analgésicos comuns e, há cerca de seis meses, são de difícil controle. Não faz uso de métodos contraceptivos. Exame físico: dor à palpação profunda de abdômen inferior e à mobilização do colo, ausência de dor à palpação de lojas anexiais. A hipótese diagnóstica e a conduta inicial mais apropriada são, respectivamente:

Mulher de 25 anos de idade apresenta dor pélvica intensa durante a menstruação e dispareunia de profundidade há um ano, que, no início do quadro, melhoravam com analgésicos comuns e, há cerca de seis meses, são de difícil controle. Não faz uso de métodos contraceptivos. Exame físico: dor à palpação profunda de abdômen inferior e à mobilização do colo, ausência de dor à palpação de lojas anexiais. A hipótese diagnóstica e a conduta inicial mais apropriada são, respectivamente:

  1. Dismenorreia primária; iniciar AINE.
  2. Endometriose; iniciar anticoncepcional.
  3. Miomatose uterina; solicitar histeroscopia.
  4. Doença inflamatória pélvica; iniciar antibiótico.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - Endometriose; iniciar anticoncepcional

Introdução ao Caso Clínico

A paciente apresenta um quadro clássico de dismenorreia secundária associada a dispareunia profunda. Vamos analisar os sinais e sintomas para chegar ao diagnóstico correto.

Desenvolvimento da Análise

1. Características da Dor

  • Dismenorreia Secundária: A dor começou há um ano e piorou progressivamente ("difícil controle"). Isso diferencia-se da dismenorreia primária, que costuma começar logo após a menarca e melhorar com o uso de anti-inflamatórios (AINEs).
  • Dispareunia Profunda: Dor durante ou após a relação sexual nas camadas profundas. Isso sugere envolvimento de estruturas pélvicas profundas, como o púlpito de Douglas ou ligamentos uterosacros, típicos da endometriose.

2. Exame Físico

  • Dor à mobilização do colo (Choque Cervical): É um sinal importante. Pode aparecer tanto na Doença Inflamatória Pélvica (DIP) quanto na Endometriose profunda.
  • Ausência de dor em anexo: Este é o diferencial crucial. Na DIP, espera-se encontrar dor palpável nas anexos (ovários/trompas) devido à inflamação ativa. A ausência desse sinal torna a DIP menos provável.
  • Sem febre ou corrimento: O enunciado não menciona sinais infecciosos agudos, reforçando a hipótese de uma doença crônica não infecciosa.

3. Diagnóstico Diferencial

PatologiaCaracterísticas PrincipaisPor que não é este caso?
Dismenorreia PrimáriaDor desde a menarca, sem patologias, melhora com AINEs.Quadro progressivo e refratário, presença de dispareunia.
EndometrioseDismenorreia secundária, dispareunia profunda, dor pélvica crônica.Corresponde perfeitamente aos sintomas.
Mioma UterinoSangramento abundante, dor compressiva.Dispareunia profunda não é o sintoma principal; histeroscopia não é o 1º passo.
DIPFebril, corrimento, dor em anexo, histórico de IST.Ausência de dor em anexo e quadro crônico de 1 ano sem sinais infecciosos.

Conclusão e Conduta

A hipótese diagnóstica mais coerente é a Endometriose.

  • Conduta Inicial: Para mulheres jovens sem desejo imediato de gravidez, a primeira linha de tratamento é o controle dos sintomas via supressão ovulatória. O uso de anticoncepcionais hormonais (combinados ou progestágenos puros) reduz a atividade endometrial e o sangramento, aliviando a dor.

Nota sobre a imagem: A opção marcada na imagem (letra D) está clinicamente incorreta para este cenário específico, pois a ausência de dor em anexo e a evolução crônica sem sinais de infecção dificultam o diagnóstico de Doença Inflamatória Pélvica (DIP).

Alternativa B.

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