Medicina Múltipla Escolha

Mulher de 50 anos, alcoólatra, tem história de febre alta acompanhada de calafrios, perda de peso, náuseas, vômitos e dor abdominal em quadrante superior direito há alguns dias. Os sinais vitais estão mantidos. Os exames laboratoriais apresentam hemoglobina = 11g/dL, leucócitos = 18.000/mm³, plaquetas = 230.000/mm³, creatinina = 1,2mg/dL, ureia = 50mg/dL, bilirrubina total = 8,5mg/dL e fosfatase alcalina = 700U/L. A USG abdominal revela dilatação das vias biliares extra-hepáticas e cálculos em vesícula. Nesse caso, além do início de antibióticos, o diagnóstico e a melhor conduta terapêutica, respectivamente, são:

Mulher de 50 anos, alcoólatra, tem história de febre alta acompanhada de calafrios, perda de peso, náuseas, vômitos e dor abdominal em quadrante superior direito há alguns dias. Os sinais vitais estão mantidos. Os exames laboratoriais apresentam hemoglobina = 11g/dL, leucócitos = 18.000/mm³, plaquetas = 230.000/mm³, creatinina = 1,2mg/dL, ureia = 50mg/dL, bilirrubina total = 8,5mg/dL e fosfatase alcalina = 700U/L. A USG abdominal revela dilatação das vias biliares extra-hepáticas e cálculos em vesícula. Nesse caso, além do início de antibióticos, o diagnóstico e a melhor conduta terapêutica, respectivamente, são:

  1. Colangite aguda / Realizar CPRE com papilotomia.
  2. Colecistite aguda / Realizar drenagem biliar externa.
  3. Colangite aguda / Realizar colecistectomia via percutânea.
  4. Colecistite aguda / Realizar TC com contraste com papilotomia.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Análise da Questão

Alternativa A - Colangite aguda / Realizar CPRE com papilotomia

Introdução ao Caso Clínico

A paciente apresenta um quadro clássico de patologia biliar obstrutiva com infecção. Para identificar o diagnóstico e a conduta corretos, precisamos analisar a tríade sintomatológica, os exames laboratoriais e a imagem complementar.

Diagnóstico Diferencial

O quadro clínico envolve:

  • Febre alta e calafrios: Indicativo de processo infeccioso sistêmico (sepse bacteriana).
  • Dor no Quadrante Superior Direito (QSD): Local típico de fígado e vias biliares.
  • Ictericia/Obsrtução: Embora a icterícia visual não seja mencionada explicitamente, a bilirrubina total de 8,5 mg/dL e a fosfatase alcalina de 700 U/L confirmam obstrução biliar severa (colestase).
  • USG: Dilação das vias biliares extra-hepáticas (colédoco dilatado) e cálculos na vesícula.

Essa combinação de infecção + obstrução biliar caracteriza a Colangite Aguda (frequentemente descrita pela Tríade de Charcot: febre, dor abdominal e icterícia, embora nem todos os três sintomas estejam sempre presentes clinicamente, os exames confirmam a fisiopatologia).

Conduta Terapêutica

O tratamento da colangite aguda segue duas etapas fundamentais:

  1. Suporte e Controle da Infecção: Hidratação e antibióticos (já iniciados conforme o enunciado).
  2. Desobstrução Biliar Urgente: É necessário liberar o fluxo da bile para controlar a sepse.

As opções de desobstrução são:

  • CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica): É o método de escolha (padrão-ouro). Permite a visualização direta, remoção do cálculo e esfinterotomia (papilotomia) para garantir o escoamento.
  • Cirurgia: Geralmente realizada após a estabilização do paciente ou se a CPRE não for possível.
  • Drenagem Percutânea: Reservada para casos onde a CPRE falha ou não está disponível.

## Análise das Alternativas

AlternativaDiagnósticoCondutaAvaliação
AColangite agudaRealizar CPRE com papilotomiaCORRETA. Resolve a obstrução do colédoco (causa da colangite) via endoscopia.
BColecistite agudaRealizar drenagem biliar externaIncorreta. O diagnóstico é colangite (vias biliares principais afetadas).
CColangite agudaRealizar colecistectomia via percutâneaIncorreta. Remover a vesícula (colecistectomia) não desobstrui o colédoco dilatado. A imagem mostra esta opção marcada, mas a conduta é insuficiente para a colangite aguda.
DColecistite agudaRealizar TC com contraste com papilotomiaIncorreta. Diagnóstico errado e TC não realiza papilotomia (é um exame de imagem, não terapêutico).

Atenção: A imagem fornecida mostra a Alternativa C selecionada. Contudo, sob a ótica da medicina baseada em evidências e diretrizes clínicas (como as Diretrizes de Tóquio), a Alternativa A é a resposta tecnicamente correta. A colecistectomia (remoção da vesícula) não resolve a obstrução do colédoco que está causando a colangite aguda; apenas a CPRE consegue desobstruir a via biliar principal imediatamente.

Conclusão

O diagnóstico é Colangite Aguda, exigindo desobstrução biliar urgente. A melhor técnica para isso é a CPRE com papilotomia.

Resposta Final: Alternativa A

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