Medicina Múltipla Escolha

O câncer de colo uterino, em algumas regiões do país, ocupa o segundo lugar em incidência e, em 2023, ocorreram 7.209 óbitos por câncer de colo do útero no Brasil, representando uma taxa de mortalidade de 4,79/100 mil mulheres. Frente a esta situação, o país aprovou, em julho de 2025, as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero: Parte I - Rastreamento organizado utilizando testes moleculares para detecção de DNA-HPV Oncogênico. Nas recomendações dessas Diretrizes, mulheres com risco padrão que possuem o Teste oncogênico para subtipos 16 e 18 positivo deverão seguir qual indicação frente a esse resultado?

O câncer de colo uterino, em algumas regiões do país, ocupa o segundo lugar em incidência e, em 2023, ocorreram 7.209 óbitos por câncer de colo do útero no Brasil, representando uma taxa de mortalidade de 4,79/100 mil mulheres. Frente a esta situação, o país aprovou, em julho de 2025, as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero: Parte I - Rastreamento organizado utilizando testes moleculares para detecção de DNA-HPV Oncogênico. Nas recomendações dessas Diretrizes, mulheres com risco padrão que possuem o Teste oncogênico para subtipos 16 e 18 positivo deverão seguir qual indicação frente a esse resultado?

  1. Colposcopia.
  2. Repetir Teste DNA-HPV Oncogênico em 3 anos.
  3. Expectante.
  4. Repetir Teste DNA-HPV Oncogênico em 5 anos.
  5. Coleta de Citopatológico.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Resposta Correta

Alternativa A - Colposcopia

Justificativa Didática

A questão aborda o protocolo de rastreamento do Câncer do Colo do Útero, especificamente diante de um resultado positivo para os tipos de vírus HPV mais agressivos (subtipos 16 e 18).

Pontos-chave para compreensão:

  1. Alta Periculosidade dos Subtipos 16 e 18: Estes são os tipos de HPV considerados de alto risco oncológico. Eles são responsáveis pela grande maioria dos casos de câncer de colo uterino (aproximadamente 70%).
  2. Conduta Imediata: Devido ao alto risco de lesões pré-cancerosas ou câncer já estabelecido, a detecção desses subtipos não permite aguardar. O tempo de espera aumenta o risco de progressão da doença.
  3. Padrão Ouro: A Colposcopia é o exame indicado para visualizar o colo do útero com aumento e realizar biópsias se necessário. É a etapa seguinte obrigatória após a identificação do HPV 16/18 positivo.

Análise das Alternativas

AlternativaCondutaAvaliação
A. ColposcopiaExame de visualização diretaCORRETA. Indicação padrão para HPV 16/18 positivo.
B. Repetir Teste em 3 anosAguardar e retestarINCORRETA. O atraso pode permitir o desenvolvimento de câncer. Esta conduta é usada apenas para resultados negativos ou baixíssimo risco.
C. ExpectanteNão fazer nadaINCORRETA. Ignorar um fator de risco comprovado é negligente.
D. Repetir Teste em 5 anosAguardar longo prazoINCORRETA. Similar à opção B, o risco é muito elevado para esperar tanto tempo.
E. Coleta de CitopatológicoNovo PapanicolauINCORRETA. Se o teste molecular já identificou o vírus causador, a citologia isolada não é suficiente para decidir o tratamento imediato sem colposcopia.

Atenção: Na imagem fornecida, a opção B está selecionada. Contudo, essa seleção está clinicamente incorreta de acordo com as diretrizes de saúde pública e medicina preventiva (como as do Ministério da Saúde e OMS). Mulheres com HPV 16/18 devem ser encaminhas imediatamente para colposcopia.

Conclusão

Diante de um teste molecular positivo para os subtipos oncogênicos 16 e 18, a conduta recomendada pelas diretrizes brasileiras e internacionais é o encaminhamento imediato para Colposcopia para investigação de lesões intraepiteliais.

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