Medicina Múltipla Escolha

O teste ergométrico tem capacidade de detectar doença arterial coronariana. Marque a alternativa CORRETA quanto aos achados eletrocardiográficos que podem sugerir doença arterial coronariana.

O teste ergométrico tem capacidade de detectar doença arterial coronariana. Marque a alternativa CORRETA quanto aos achados eletrocardiográficos que podem sugerir doença arterial coronariana.

  1. A onda U invertida é a principal alteração eletrocardiográfica encontrada.
  2. Durante o esforço, a onda P poderá sumir ou ficar alargada.
  3. A onda U invertida é um grande marcador de gravidade e ser sugestiva de doença coronária associada à lesão completa da artéria coronariana.
  4. Segmento ST com infradesnível ou supradesnível; taquicardia ventricular sustentada; durante o esforço a onda P fica apiculada.
  5. Taquicardia ventricular não sustentada e assintomática.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D - Segmento ST com infradesnível ou supradesnível; taquicardia ventricular sustentada; durante o esforço a onda P fica apiculada.

Introdução

O teste ergométrico (ou teste de esforço) é fundamental para avaliar a resposta do coração ao aumento da demanda de oxigênio. A detecção de alterações eletrocardiográficas durante o esforço é o principal método para diagnosticar doença arterial coronariana (DAC) e estratificar o risco do paciente.

Desenvolvimento

Para responder corretamente, é necessário compreender quais sinais no Eletrocardiograma (ECG) indicam isquemia miocárdica ou instabilidade elétrica:

  • Segmento ST: Esta é a alteração mais clássica e importante.
  • Infradesnível (Depressão): Indica isquemia subendocárdica (falta de sangue na camada interna do músculo).
  • Supradesnível (Elevação): Geralmente indica isquemia transmural (toda a espessura da parede) ou vasoespasmo coronariano, sendo um sinal de alto risco.
  • Arritmias Ventriculares: A ocorrência de taquicardia ventricular sustentada durante o esforço é um marcador de mau prognóstico e alta gravidade, indicando irritabilidade elétrica severa no ventrículo.
  • Onda P: Durante o esforço intenso, a frequência cardíaca aumenta significativamente. A onda P pode sofrer alterações morfológicas devido à sobrecarga atrial ou fusão com a onda T, embora a descrição de "onda P apiculada" seja menos comum, a associação com as outras duas alterações graves torna esta alternativa a mais plausível entre as opções.

Análise das Alternativas

  • (A) Incorreta. A onda U invertida pode ocorrer em isquemia, mas não é a principal alteração. O segmento ST é o padrão-ouro visual para isquemia.
  • (B) Incorreta. A onda P dificilmente "sai" completamente, podendo apenas se fundir com a onda T devido à alta frequência cardíaca.
  • (C) Incorreta. Embora a onda U invertida seja um sinal de gravidade, limitar a resposta apenas a ela ignora o critério principal (Segmento ST).
  • (D) Correta. Resume os três principais sinais de alarme: alterações no segmento ST (isquemia direta), arritmia grave (TV sustentada) e alterações de condução atrial.
  • (E) Incorreta. Taquicardia ventricular não sustentada é menos específica e grave que a sustentada para fins de decisão cirúrgica imediata ou alta suspeição de DAC grave.

Conclusão

A alternativa D é a correta pois engloba os critérios eletrocardiográficos mais robustos e clinicamente relevantes para identificar doença coronariana ativa e risco elevado durante o teste ergométrico, especificamente as alterações do segmento ST e as arritmias ventriculares graves.

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