Alternativa D - Segmento ST com infradesnível ou supradesnível; taquicardia ventricular sustentada; durante o esforço a onda P fica apiculada.
Introdução
O teste ergométrico (ou teste de esforço) é fundamental para avaliar a resposta do coração ao aumento da demanda de oxigênio. A detecção de alterações eletrocardiográficas durante o esforço é o principal método para diagnosticar doença arterial coronariana (DAC) e estratificar o risco do paciente.
Desenvolvimento
Para responder corretamente, é necessário compreender quais sinais no Eletrocardiograma (ECG) indicam isquemia miocárdica ou instabilidade elétrica:
- Segmento ST: Esta é a alteração mais clássica e importante.
- Infradesnível (Depressão): Indica isquemia subendocárdica (falta de sangue na camada interna do músculo).
- Supradesnível (Elevação): Geralmente indica isquemia transmural (toda a espessura da parede) ou vasoespasmo coronariano, sendo um sinal de alto risco.
- Arritmias Ventriculares: A ocorrência de taquicardia ventricular sustentada durante o esforço é um marcador de mau prognóstico e alta gravidade, indicando irritabilidade elétrica severa no ventrículo.
- Onda P: Durante o esforço intenso, a frequência cardíaca aumenta significativamente. A onda P pode sofrer alterações morfológicas devido à sobrecarga atrial ou fusão com a onda T, embora a descrição de "onda P apiculada" seja menos comum, a associação com as outras duas alterações graves torna esta alternativa a mais plausível entre as opções.
Análise das Alternativas
- (A) Incorreta. A onda U invertida pode ocorrer em isquemia, mas não é a principal alteração. O segmento ST é o padrão-ouro visual para isquemia.
- (B) Incorreta. A onda P dificilmente "sai" completamente, podendo apenas se fundir com a onda T devido à alta frequência cardíaca.
- (C) Incorreta. Embora a onda U invertida seja um sinal de gravidade, limitar a resposta apenas a ela ignora o critério principal (Segmento ST).
- (D) Correta. Resume os três principais sinais de alarme: alterações no segmento ST (isquemia direta), arritmia grave (TV sustentada) e alterações de condução atrial.
- (E) Incorreta. Taquicardia ventricular não sustentada é menos específica e grave que a sustentada para fins de decisão cirúrgica imediata ou alta suspeição de DAC grave.
Conclusão
A alternativa D é a correta pois engloba os critérios eletrocardiográficos mais robustos e clinicamente relevantes para identificar doença coronariana ativa e risco elevado durante o teste ergométrico, especificamente as alterações do segmento ST e as arritmias ventriculares graves.