Medicina Múltipla Escolha

Paciente de 46 anos, previamente hígido, relata 2 semanas de evolução de dor em coluna torácica, contínua, seguida de febre aferida. Quando da investigação realizou ressonância de T1 e T2, com hipossinal em T1 com perda de definição de corpos e planaltos vertebrais e hiperssinal do disco em T2. Foi feita punção guiada por tomografia que evidenciou cocos gram positivos. Considerando a hipótese diagnóstica principal, assinale a assertiva correta:

Paciente de 46 anos, previamente hígido, relata 2 semanas de evolução de dor em coluna torácica, contínua, seguida de febre aferida. Quando da investigação realizou ressonância de T1 e T2, com hipossinal em T1 com perda de definição de corpos e planaltos vertebrais e hiperssinal do disco em T2. Foi feita punção guiada por tomografia que evidenciou cocos gram positivos. Considerando a hipótese diagnóstica principal, assinale a assertiva correta:

  1. Leucocitose e neutrofilia tem altos níveis de sensibilidade diagnóstica.
  2. A biópsia guiada por tomografia tem alta sensibilidade e exclui a doença quando negativa.
  3. VHS e proteína c reativa tem baixa sensibilidade, não podendo ser usados para excluir a condição.
  4. A tomografia por emissão de pósitrons (FDG-PET) apresenta alta acurácia e é alternativa à ressonância.
  5. A radiografia simples apresenta alta sensibilidade na detecção da condição, com menor custo em relação à ressonância.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D

Diagnóstico Principal: Espondilodiscite Infecciosa

O caso clínico descreve um paciente com sinais clássicos de espondilodiscite (infecção do disco intervertebral e corpos vertebrais):

  • Dor contínua na coluna torácica.
  • Febre.
  • Alterações na Ressonância Magnética (RM) típicas (hipossinal em T1 e hipersinal em T2).
  • Confirmação microbiológica (cocos Gram positivos, sugerindo Staphylococcus aureus).

Análise das Alternativas

Vamos avaliar cada assertiva com base na literatura médica atual sobre infecções ósseas da coluna:

  • Letra A (Incorreta): A leucocitose e a neutrofilia têm baixa sensibilidade diagnóstica. Muitos pacientes com espondilodiscite apresentam hemograma normal. Não servem para descartar o diagnóstico.
  • Letra B (Incorreta): Embora a biópsia guiada por TC seja o padrão-ouro para isolamento do microrganismo, ela não possui sensibilidade de 100%. Uma biópsia negativa não exclui definitivamente a doença devido a riscos de amostragem inadequada ou uso prévio de antibióticos.
  • Letra C (Incorreta): A VHS (Velocidade de Hemossedimentação) e a PCR (Proteína C Reativa) possuem alta sensibilidade (superior a 90%). Valores normais desses marcadores ajudam muito a excluir a condição, pois sua ausência torna o diagnóstico muito improvável.
  • Letra D (Correta): A Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET/CT com FDG) demonstra alta acurácia na detecção de processos infecciosos/inflamatórios. Ela é considerada uma excelente alternativa à Ressonância Magnética, especialmente quando há contraindicação para RM ou necessidade de avaliação sistêmica.
  • Letra E (Incorreta): A radiografia simples tem baixa sensibilidade nas fases iniciais da doença. As alterações ósseas (como erosão ou perda de altura) podem demorar semanas ou meses para aparecer no raio-X, tornando-a inadequada para diagnóstico precoce.

Conclusão

A alternativa D é a única que reflete corretamente a capacidade diagnóstica e o papel clínico dos exames listados no contexto da espondilodiscite.

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