Medicina Múltipla Escolha

Paciente do sexo feminino, 32 anos, sem comorbidades conhecidas, é levada ao pronto-socorro após apresentar episódio súbito de perda de consciência, movimentos tônico-clônicos generalizados e mordedura de língua por aproximadamente 90 segundos. No período pós-ictal, encontra-se sonolenta, com leves abalos no membro superior direito, mantendo dia aérea pérvia. Glicemia 108 mg/dL, PA 130/80 mmHg, saturação 97% em ar ambiente. Exame neurológico sem déficits relevantes. Qual é a conduta inicial mais adequada para o manejo desta paciente na sala de emergência?

Paciente do sexo feminino, 32 anos, sem comorbidades conhecidas, é levada ao pronto-socorro após apresentar episódio súbito de perda de consciência, movimentos tônico-clônicos generalizados e mordedura de língua por aproximadamente 90 segundos. No período pós-ictal, encontra-se sonolenta, com leves abalos no membro superior direito, mantendo dia aérea pérvia. Glicemia 108 mg/dL, PA 130/80 mmHg, saturação 97% em ar ambiente. Exame neurológico sem déficits relevantes.

Qual é a conduta inicial mais adequada para o manejo desta paciente na sala de emergência?

  1. Iniciar anticonvulsivante de manutenção longa duração na sala de emergência se a crise se repetir.
  2. Administrar midazolam intravenoso e intubar a paciente devido ao período pós-ictal.
  3. Administrar benzodiazepínico intravenoso, monitorizar sinais vitais e investigar causas precipitantes.
  4. Realizar tomografia de crânio imediatamente, oferecer suporte de oxigênio e iniciar anticonvulsivante de longa duração.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C

A conduta mais adequada para o manejo desta paciente é a alternativa C, pois prioriza a estabilização clínica e a investigação etiológica, evitando intervenções desnecessárias ou prematuras.

Raciocínio Clínico

O caso descreve uma paciente com uma primeira crise convulsiva não febril (ou aguda), que já parou espontaneamente após 90 segundos e encontra-se em período pós-ictal estável.

Análise das Alternativas Incorretas

  • Opções A e D (Medicação de Manutenção): Não se inicia anticonvulsivantes de longo prazo imediatamente após uma única crise sem confirmação de epilepsia ou alto risco de recorrência (identificado por exames como EEG ou Imagem). O tratamento crônico depende de uma avaliação neurologista posterior.
  • Opção B (Intubação): A paciente apresenta via aérea pérvia, saturação de 97% e pressão arterial estável. A intubação é um procedimento invasivo reservado para casos de comprometimento grave da via aérea ou insuficiência respiratória, não sendo indicada aqui.

Por que a Alternativa C é a Correta

Embora o uso de benzodiazepínicos seja estritamente indicado se a crise persistir (Status Epilepticus) ou recaindo, esta alternativa destaca os pontos fundamentais do manejo correto:

  1. Monitorização: Acompanhamento constante de sinais vitais é essencial durante o período pós-ictal.
  2. Investigação: É imperativo buscar causas precipitantes (ex: alterações metabólicas, toxicológicas, lesões estruturais, infecções).
  3. Preparo: Ter benzodiazepínicos à disposição ou administrá-los caso haja recorrência imediata é parte do protocolo de segurança.

Resumo da Conduta Ideal

Para uma primeira crise convulsiva aguda e autolimitada:

  • Estabilização: Garantir vias aéreas e ventilação (se necessário).
  • Avaliação: Checar glicemia (já normal nesta paciente) e realizar exames complementares.
  • Investigação: Realizar neuroimagem (TC ou RM) e eletroencefalograma (EEG) para definir etiologia.
  • Tratamento: Evitar medicação crônica imediata sem critério claro de epilepsia estabelecida.

Portanto, a conduta que foca em monitorar e investigar é a mais segura e adequada.

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