Medicina Múltipla Escolha

Paciente do sexo masculino, 58 anos, tabagista, com síndrome metabólica diagnosticada na atenção primária (circunferência abdominal 108 cm, PA 154/96 mmHg, glicemia jejum 114 mg/dL, triglicerídeos 245 mg/dL, HDL 34 mg/dL), é encaminhado ao ambulatório de cardiologia para otimização terapêutica. Apesar de orientação inicial sobre estilo de vida na UBS, a pressão arterial permanece acima da meta. Qual a classe de medicamento anti-hipertensivo abaixo é primeira escolha para este paciente?

Paciente do sexo masculino, 58 anos, tabagista, com síndrome metabólica diagnosticada na atenção primária (circunferência abdominal 108 cm, PA 154/96 mmHg, glicemia jejum 114 mg/dL, triglicerídeos 245 mg/dL, HDL 34 mg/dL), é encaminhado ao ambulatório de cardiologia para otimização terapêutica. Apesar de orientação inicial sobre estilo de vida na UBS, a pressão arterial permanece acima da meta.

Qual a classe de medicamento anti-hipertensivo abaixo é primeira escolha para este paciente?

  1. Diurético tiazídico.
  2. Bloqueador de canal de cálcio.
  3. Inibidor da Enzima Conversora da Angiotensina.
  4. Betabloqueador.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - Inibidor da Enzima Conversora da Angiotensina

Justificativa Didática

O caso clínico descreve um paciente com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) associada à Síndrome Metabólica (obesidade abdominal, dislipidemia e intolerância à glicose). O tratamento deve focar no controle da pressão arterial sem agravar os fatores metabólicos existentes.

Os Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina (IECA) são frequentemente a primeira escolha neste cenário devido aos seus efeitos benéficos sobre o perfil metabólico e proteção renal, sendo preferíveis aos diuréticos e betabloqueadores que podem piorar esses parâmetros.

Análise das Opções

Para entender por que a alternativa C é a correta, analisamos o impacto de cada classe medicamentosa no perfil deste paciente específico:

Classe MedicamentosaImpacto MetabólicoAdequação ao Caso
Diurético Tiazídico (A)Pode elevar glicemia, triglicerídeos e ácido úrico.Pior opção: Paciente já tem glicemia alterada (114 mg/dL) e triglicerídeos altos (245 mg/dL).
Bloqueador de Canal de Cálcio (B)Neutro quanto ao metabolismo.Boa opção, mas menos preferida que IECA em casos de risco metabólico/renal.
IECA (C)Melhora sensibilidade à insulina; protege rins.Melhor opção: Não agrava o quadro metabólico e oferece proteção cardiovascular extra.
Betabloqueador (D)Pode piorar resistência à insulina e lipídios.Evitar: Geralmente não é primeira linha em hipertensos sem indicação cardíaca específica (ex: pós-infarto).

Conclusão

Embora todas as classes listadas (exceto talvez alguns betabloqueadores antigos) sejam usadas na hipertensão, a presença de Síndrome Metabólica direciona a escolha para fármacos que protejam o sistema renal e não interfiram negativamente na glicemia ou lipídios. Os IECA (e os BRAs) são os agentes de eleição nestes cenários segundo as diretrizes brasileiras de hipertensão e manejo de síndrome metabólica.

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