Medicina Múltipla Escolha

Paciente, sexo feminino, com 18 meses, sexo feminino, sem doenças prévias, generalizada de emergência, após a administração de uma dose de diazepan, por via retal, houve cessação da crise convulsiva e foi possível obter um acesso venoso periférico. Na avaliação sistematizada em sala de emergência, um paciente apresenta os seguintes dados de exame físico e monitorização: A: via aérea, pérmea. B: murmúrio vesicular presente sem ruídos adventícios, boa expansibilidade. FR: 48 ipm. C: FC 158 bpm, BRNF sem sopros, tempo perfusão periférica de 5 segundos, pulsos finos e PA 68 x 40 mmHg. D: alterna sonolência e chama pela mãe, abre os olhos quando estimulado. Glicemia capilar de 70 mg/dL. E: sem anormalidades percebidas na exposição. A criança é rapidamente encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva. Assinale a conduta mais apropriada e urgente.

Paciente, sexo feminino, com 18 meses, sexo feminino, sem doenças prévias, generalizada de emergência, após a administração de uma dose de diazepan, por via retal, houve cessação da crise convulsiva e foi possível obter um acesso venoso periférico.

Na avaliação sistematizada em sala de emergência, um paciente apresenta os seguintes dados de exame físico e monitorização: A: via aérea, pérmea. B: murmúrio vesicular presente sem ruídos adventícios, boa expansibilidade. FR: 48 ipm. C: FC 158 bpm, BRNF sem sopros, tempo perfusão periférica de 5 segundos, pulsos finos e PA 68 x 40 mmHg. D: alterna sonolência e chama pela mãe, abre os olhos quando estimulado. Glicemia capilar de 70 mg/dL. E: sem anormalidades percebidas na exposição.

A criança é rapidamente encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva. Assinale a conduta mais apropriada e urgente.

  1. Reverter os efeitos centrais do benzodiazepínico com flumazenil para melhorar o estado neurológico e, em seguida, iniciar expansão volêmica com solução salina a 0,9% em bolus de 20 mL/kg.
  2. Iniciar suporte ventilatório não invasivo devido à taquipneia, prescrever dexametasona para reduzir o edema cerebral após a convulsão e avaliar a necessidade de expansão volêmica com solução salina a 0,9% somente se a pressão arterial cair abaixo dos valores de choque compensado.
  3. Realizar intubação orotraqueal imediata para proteção de via aérea devido à disfunção neurológica, iniciar vasopressores em infusão periférica contínua e aguardar os resultados dos exames laboratoriais antes de prescrever antimicrobianos.
  4. Administrar bolus de solução salina 0,9%, 20 mL/kg em cerca de 30 minutos, e administrar glicose, e iniciar antibioticoterapia empírica de amplo espectro somente após a coleta de hemoculturas e cultura de LCR para identificar o patógeno.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D

Resumo

A alternativa correta é a D, pois a criança apresenta sinais de choque séptico e requer reanimação volêmica imediata (bolus de cristaloides) e antibioticoterapia precoce, respeitando a coleta de culturas. As demais alternativas apresentam condutas perigosas ou fora da sequência de prioridade (ABC) para choque pediátrico.


Justificativa Didática

1. Diagnóstico Clínico: Choque Séptico

O caso clínico descreve um lactente com sinais clássicos de insuficiência circulatória (choque) associada a infecção provável (febre, sibilos, prostração):

  • Sinais de Choque: Tempo de Preenchimento Capilar (TPC) de 5 segundos (prolongado), pulsos finos e PA 68/40 mmHg (hipotensão relativa para idade de 18 meses).
  • Estado Neurológico: Alteração do nível de consciência ("altera sonolência"), mas com via aérea pérvia.
  • Metabolismo: Glicemia de 70 mg/dL (dentro da normalidade).

2. Análise da Conduta Correta (Alternativa D)

  • Reanimação Volêmica: A primeira ação em qualquer tipo de choque pediátrico é a administração de cristaloides isotônicos (Soro Fisiológico 0,9%) em bolus de 20 mL/kg. Embora a alternativa mencione "em cerca de 30 minutos" (o ideal é rápido, em 5 a 20 minutos), esta é a única opção que propõe a reposição hídrica correta e imediata.
  • Antibioticoterapia: Em casos de sepse grave, recomenda-se coletar hemoculturas (e LCR se houver suspeita de meningite) antes do primeiro antibiótico, desde que isso não atrase a administração da medicação por mais de 45-60 minutos. A alternativa D segue esse princípio de segurança microbiológica.

3. Análise das Alternativas Incorretas

AlternativaErro PrincipalExplicação
AUso de FlumazenilO flumazenil é contraindicado em crises convulsivas não especificadas, pois pode precipitar novas convulsões graves ou arritmias cardíacas.
BEsperar Queda de PAO paciente já está em choque compensado/desequilibrado (TPC 5s, pulsos finos). Esperar a pressão arterial cair para agir é fatal.
CVasopressores sem FluidoVasopressores são usados após falha de fluidoterapia. Além disso, adiar antibióticos até obter resultados laboratoriais é uma conduta grave em sepse.

4. Conceitos-Chave

  • Bolus de Cristaloides: 20 mL/kg rápido é o padrão-ouro para iniciar o tratamento de choque em pediatria.
  • Choque Séptico: Requer combinação de fluidos, antibióticos precoces e suporte orgânico.
  • Via Aérea: Embora a criança esteja sonolenta, a via aérea estava descrita como pérvia e pupila reagente, tornando a intubação imediata (Alternativa C) menos prioritária que a estabilização hemodinâmica, salvo risco iminente de parada.

Portanto, a conduta mais segura e fundamentada nas diretrizes de suporte avançado de vida pediátrico (PALS) é a Alternativa D.

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