Medicina Múltipla Escolha

Parturiente com idade gestacional de 37 semanas internou com perda de líquido amniótico há 5 horas. Pré-natal sem intercorrências, salvo por infecção urinária por Streptococcus B, tratada no segundo trimestre. A cultura vaginal e do intróito anal para Streptococcus B com 35 semanas foi negativa. Exame Físico: AU: 34 cm, DU 3/50'/10 min, BCF 148 bpm, colo médio, medianizado 4 cm, apresentação cefálica. Qual é a conduta mais adequada?

Parturiente com idade gestacional de 37 semanas internou com perda de líquido amniótico há 5 horas. Pré-natal sem intercorrências, salvo por infecção urinária por Streptococcus B, tratada no segundo trimestre. A cultura vaginal e do intróito anal para Streptococcus B com 35 semanas foi negativa. Exame Físico: AU: 34 cm, DU 3/50'/10 min, BCF 148 bpm, colo médio, medianizado 4 cm, apresentação cefálica. Qual é a conduta mais adequada?

  1. Evitar o toque vaginal, ausculta intermitente e evolução do trabalho de parto.
  2. Penicilina G cristalina 5 milhões de UI + 2,5 milhões de UI de 4 em 4 horas.
  3. Ampicilina 4 gramas seguida de 2 gramas a cada 4 horas.
  4. Cefazolina 2 gramas após 18 horas de rotura das membranas.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Esta é uma questão clássica de obstetrícia sobre a profilaxia de transmissão vertical de Streptococcus agalactiae (Grupo B).

Apesar da imagem mostrar a opção C selecionada, a análise técnica aponta para a Alternativa B como a conduta correta e segura.

Justificativa Didática

1. Indicação de Profilaxia Intraparto

O critério fundamental desta questão é saber quando iniciar a antibioticoprofilaxia, mesmo com cultura negativa recente.

  • Regra Geral: A cultura vaginal/anal negativa aos 35 semanas geralmente dispensa a profilaxia.
  • Exceção Importante: O histórico de Infecção Urinária (ITU) por GBS na gestação atual é um critério independente. Ele indica colonização ativa ou alto risco, exigindo tratamento profilático intraparto, independentemente do resultado da cultura de rastreamento.
  • Fonte: Diretrizes da ACOG e Ministério da Saúde (Brasil).

2. Escolha do Antibiótico

  • Primeira Linha: Penicilina G é o antibiótico de escolha devido à sua eficácia comprovada e baixo custo.
  • Substitutos: Ampicilina ou Cefazolina são usadas apenas em casos de alergia à penicilina (não anafilática) ou indisponibilidade da Penicilina G.
  • Neste caso: A paciente não apresenta alergias relatadas, logo, a Penicilina G é a prioridade.

3. Esquema Posológico Correto

É essencial memorizar as doses exatas para evitar erros de medicação em concursos:

AntibióticoDose de Carga (Inicial)Dose de Manutenção
Penicilina G5 milhões de UI IV2,5 milhões de UI a cada 4 horas
Ampicilina2 gramas IV1 grama a cada 4 horas
Cefazolina2 gramas IV1 grama a cada 8 horas

Análise das Alternativas

  • (A) Incorreta. Ignora o histórico de ITU por GBS. Evitar toques vaginais reduz o risco de ruptura, mas não elimina a necessidade de antibióticos se houver indicação clínica.
  • (B) Correta. Segue exatamente o protocolo padrão da Penicilina G (5 milhões de UI + 2,5 milhões de UI a cada 4 horas) indicado pelo Ministério da Saúde e ACOG.
  • (C) Incorreta. Embora a Ampicilina seja um substituto aceitável, as doses apresentadas estão erradas. A dose correta seria 2g de carga e 1g de manutenção, não o dobro apresentado na alternativa.
  • (D) Incorreta. A Cefazolina é uma alternativa secundária (para alérgicos). Além disso, a indicação de "após 18 horas" não faz sentido para GBS; a profilaxia deve ser iniciada assim que diagnosticada a necessidade.

Conclusão

A paciente possui fator de risco para colonização por GBS (histórico de ITU na gestação), necessitando de profilaxia. O esquema terapêutico padrão e correto é a Penicilina G cristalina.

Alternativa B

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