Alternativa A - Cancro duro
Análise da Questão
O caso clínico apresentado descreve um quadro clássico de Sífilis Primária, caracterizado pela presença de uma lesão ulcerada genital após relação sexual desprotegida. O ponto chave para o diagnóstico está na técnica de laboratório utilizada.
Fundamentação Teórica
A microscopia de campo escuro é uma técnica específica utilizada para visualizar organismos muito finos que não se coram adequadamente com colorações comuns, como a bactéria causadora da sífilis.
- Agente Etiológico: A bactéria encontrada é a Treponema pallidum.
- Característica Morfológica: Ela é uma espiroqueta, ou seja, possui formato espiralado e flexível.
- Manifestação Clínica: A lesão única, geralmente indolor, ulcerada e com bordas elevadas na região genital é denominada Cancro Duro.
Distinção entre as Opções
| Diagnóstico | Agente Causal | Forma Bacteriana/Fungo | Fase da Doença |
|---|
| Cancro Duro | Treponema pallidum | Espiroqueta (Bactéria) | Primária (Correta) |
| Cancro mole | Haemophilus ducreyi | Bacilo (Gram negativo) | ULCERATIVA NÃO SIFILÍTICA |
| Sífilis terciária | Treponema pallidum | Espongieta (Bactéria) | Fase Tardia (Complicações) |
| Monilíase | Candida albicans | Fungi (Levedura) | Infecção Fúngica |
- Por que não Cancro Mole? O cancro mole é causado por um bacilo (Haemophilus ducreyi), que tem formato de bastão, não de espiral. Além disso, a lesão costuma ser dolorosa e com fundo purulento.
- Por que não Sífilis Terciária? A sífilis terciária ocorre meses ou anos após a infecção inicial e afeta órgãos internos (coração, cérebro, ossos), não se apresentando inicialmente como uma úlcera genital.
- Por que não Monilíase? É uma infecção fúngica (levedura), não bacteriana, e não aparece como bactéria espiralada.
Conclusão
A combinação de úlcera genital, histórico de risco e a visualização de bactérias espiraladas (espiroquetas) confirma o diagnóstico de Sífilis Primária, cuja lesão característica é o Cancro Duro.