Medicina Múltipla Escolha

Uma mulher com 25 anos, solteira, sem comorbidades prévias, é atendida em uma unidade de pronto-socorro devido a queixas de algúria, polaciúria, dor hipogástrica e urgência miccional há 2 dias. Ela nega que haja corrimento vaginal e relata que a menstruação está regular e que não tem relações sexuais há mais de 1 mês. A paciente nega: febre, uso de antimicrobianos nos últimos 3 meses e outros sintomas sistêmicos. Nesse caso, quais são, respectivamente, a hipótese diagnóstica mais provável e a melhor conduta terapêutica?

Uma mulher com 25 anos, solteira, sem comorbidades prévias, é atendida em uma unidade de pronto-socorro devido a queixas de algúria, polaciúria, dor hipogástrica e urgência miccional há 2 dias. Ela nega que haja corrimento vaginal e relata que a menstruação está regular e que não tem relações sexuais há mais de 1 mês. A paciente nega: febre, uso de antimicrobianos nos últimos 3 meses e outros sintomas sistêmicos. Nesse caso, quais são, respectivamente, a hipótese diagnóstica mais provável e a melhor conduta terapêutica?

  1. ITU baixa; iniciar nitrofurantoína.
  2. ITU alta não complicada; iniciar norfloxacino.
  3. ITU por Staphylococcus aureus; iniciar antibiótico de amplo espectro.
  4. Nefrolitíase complicada com ITU; iniciar antibiótico após resultado de urocultura.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Alternativa A - ITU baixa; iniciar nitrofurantoína.

Resumo da Resposta

O quadro clínico descreve uma cistite aguda simples (ITU baixa), caracterizada por sintomas urinários locais sem sinais sistêmicos como febre. O tratamento de primeira linha para mulheres jovens e saudáveis inclui o uso de nitrofurantoína.

Desenvolvimento Didático

1. Identificação do Diagnóstico

Para diferenciar infecção urinária baixa (bexiga) de alta (rins), analisamos os sintomas apresentados:

  • Sintomas Locais (Baixo): Disúria (dor ao urinar), urgência miccional, polaciúria (vontade frequente) e dor hipogástrica (suprapúbica).
  • Ausência de Sinais Sistêmicos (Alto): A paciente nega febre, calafrios, náuseas ou dor lombar/flanco (sinais clássicos de pielonefrite/ITU alta).
  • Fatores de Risco: Mulher jovem (25 anos), sem comorbidades e sem uso prévio de antibióticos nos últimos 3 meses. Isso define um caso não complicado.

Portanto, o diagnóstico é ITU Baixa Não Complicada.

2. Escolha da Conduta Terapêutica

Segundo as diretrizes brasileiras (Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Urologia), o tratamento deve ser empírico (iniciado antes do resultado da cultura) em casos típicos:

  • Antibiótico de escolha: A nitrofurantoína é um dos medicamentos preferenciais devido à sua alta concentração na urina e baixo risco de resistência bacteriana em comparação a outras classes.
  • Duração: Geralmente tratamentos curtos (3 a 5 dias) são suficientes para cistites simples.

3. Análise das Alternativas Incorretas

AlternativaMotivo do Erro
BDescreve "ITU alta", mas a paciente não tem febre ou dor lombar. Além disso, fluoroquinolonas (norfloxacino) não são mais recomendadas como primeira linha devido a efeitos adversos.
CO patógeno mais comum é E. coli, não Staphylococcus aureus. Antibióticos de amplo espectro só devem ser usados quando há resistência conhecida ou complicações.
DEmbora cálculos possam causar dor, o quadro clássico de disúria e polaciúria sugere infecção. Em cistite não complicada, espera-se tratar empiricamente sem esperar a urocultura.

Conclusão

A combinação correta de diagnóstico (ITU baixa) e tratamento empírico adequado (nitrofurantoína) torna a Alternativa A a resposta correta.

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