Medicina Múltipla Escolha

Uma mulher de 21 anos, portadora de diabetes mellitus tipo 1 há 8 anos, em tratamento com insulina NPH e esquema com insulina regular, é submetida, anualmente, a testes para avaliação de complicações microvasculares da doença de base. Neste ano, pela primeira vez, foi documentada alteração laboratorial que indica a presença de nefropatia em fase inicial. O teste foi repetido após 3 meses, confirmando que a alteração é persistente. Assinale a opção que apresenta o resultado de exame laboratorial que permitiu a elaboração de tal hipótese.

Uma mulher de 21 anos, portadora de diabetes mellitus tipo 1 há 8 anos, em tratamento com insulina NPH e esquema com insulina regular, é submetida, anualmente, a testes para avaliação de complicações microvasculares da doença de base. Neste ano, pela primeira vez, foi documentada alteração laboratorial que indica a presença de nefropatia em fase inicial. O teste foi repetido após 3 meses, confirmando que a alteração é persistente. Assinale a opção que apresenta o resultado de exame laboratorial que permitiu a elaboração de tal hipótese.

  1. Proteinúria no exame simples de urina (tipo 1).
  2. Creatinina sérica acima do limite superior da normalidade.
  3. Taxa de filtração glomerular estimada eletronicamente inferior a 45 mL/min/1,73 m²
  4. Microalbuminúria com excreção de albumina superior a 30 mg por grama de creatinina.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D - Microalbuminúria com excreção de albumina superior a 30 mg por grama de creatinina

Introdução ao Caso Clínico

A paciente é portadora de Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) há 8 anos. De acordo com as diretrizes clínicas, o rastreio de complicações microvasculares deve iniciar 5 anos após o diagnóstico. Neste cenário, a suspeita clínica é de nefropatia diabética em fase inicial (incipiente).

Para diagnosticar corretamente essa fase, é necessário conhecer a história natural da nefropatia diabética e os marcadores laboratoriais específicos para cada estágio.

Evolução da Nefropatia Diabética

A nefropatia diabética progride em estágios claros. O quadro abaixo resume a transição dos sinais clínicos e laboratoriais:

EstágioCaracterísticas PrincipaisMarcador Laboratorial Chave
1. HiperfiltraçãoAumento da TFG (função renal aumentada)TFG aumentada
2. SilenciosaLesões estruturais sem sintomasNormoalbuminúria
3. IncipienteInício da perda de função renal silenciosaMicroalbuminúria (30-300 mg/dia)
4. EstabelecidaPerda progressiva de função, hipertensãoMacroalbuminúria (>300 mg/dia)
5. TerminalInsuficiência renal crônica avançadaTFG muito baixa (<15 mL/min)

Análise Detalhada das Alternativas

Por que a Alternativa D é a Correta?

A fase inicial da nefropatia é definida classicamente pelo aparecimento de microalbuminúria.

  • Definição: Excreção de albumina na urina entre 30 e 300 mg por 24 horas (ou 30-300 mg/g de creatinina na coleta spot).
  • Importância: É o primeiro sinal objetivo de lesão renal antes que a creatinina sérica comece a subir ou que proteinúrias massivas apareçam.
  • Critério de Persistência: O diagnóstico exige confirmação em pelo menos 2 de 3 amostras coletadas num intervalo de 3 a 6 meses, conforme descrito no enunciado ("repetido após 3 meses").

Por que as outras alternativas estão incorretas?

  • Alternativa A (Proteinúria no exame simples): O exame de urina comum (faixa reagente) só detecta proteinúria macroscópica (acima de 300 mg/dia). Isso ocorre quando a doença já está estabelecida (Estágio 4), não na fase inicial.
  • Alternativa B (Creatinina sérica alta): A creatinina sérica permanece dentro da normalidade durante a maior parte da fase inicial e intermediária. Ela só se eleva quando há perda significativa da massa renal funcional, indicando estágio avançado.
  • Alternativa C (TFG < 45 mL/min): Esta é a alternativa marcada na imagem, porém clínica e conceitualmente incorreta para "fase inicial".
  • Uma TFG estimada inferior a 45 mL/min/1,73 m² caracteriza Insuficiência Renal Crônica (IRC) estágio 3b ou 4.
  • Isso representaria uma falência renal grave, incompatível com o termo "fase inicial" da nefropatia. Na verdade, na fase inicial (Estágio 1), a TFG costuma estar aumentada (hiperfiltração glomerular).

Conclusão

O diagnóstico de nefropatia diabética em fase inicial baseia-se fundamentalmente na detecção de microalbuminúria persistente. A alternativa D descreve exatamente esse critério diagnóstico (relação albumina/creatinina > 30 mg/g), enquanto a alternativa marcada na imagem (C) descreve uma insuficiência renal avançada.

Portanto, a resposta correta é a Alternativa D.

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