Medicina Múltipla Escolha

Você está de plantão no Hospital Universitário Cajuru e chega uma gestante de 35 semanas que sofreu um acidente automobilístico. Ela foi atendida pela equipe de socorristas e recebeu os primeiros socorros adequadamente. Ao chegar no hospital, a paciente estava consciente, estável do ponto de vista clínico. Após 1 hora, ela se queixa de dor forte abdominal. Ao examiná-la, observou-se tônus uterino aumentado, útero em ampulheta, com BCF de 110bpm, no toque vaginal, observou-se colo impérvio e sangramento vaginal. Com base no caso descrito, a principal hipótese é:

Você está de plantão no Hospital Universitário Cajuru e chega uma gestante de 35 semanas que sofreu um acidente automobilístico. Ela foi atendida pela equipe de socorristas e recebeu os primeiros socorros adequadamente. Ao chegar no hospital, a paciente estava consciente, estável do ponto de vista clínico. Após 1 hora, ela se queixa de dor forte abdominal. Ao examiná-la, observou-se tônus uterino aumentado, útero em ampulheta, com BCF de 110bpm, no toque vaginal, observou-se colo impérvio e sangramento vaginal. Com base no caso descrito, a principal hipótese é:

  1. Trabalho de parto.
  2. Rotura Prematura de Membranas.
  3. Descolamento Prematuro da Placenta.
  4. Rotura Uterina.
  5. Placenta Prévia.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - Descolamento Prematuro de Placenta

Fundamentação Diagnóstica

O caso clínico apresentado descreve um cenário clássico de Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) secundário a trauma abdominal.

Os principais elementos que sustentam este diagnóstico são:

  • Histórico de Trauma: O acidente automobilístico é um dos fatores de risco mais comuns para o início súbito do descolamento placentário em pacientes sem outros fatores predisponentes (como hipertensão crônica).
  • Dor Abdominal Intensa: Diferente da placenta prévia, que geralmente causa sangramento indolor, o DPP é caracterizado por dor abdominal aguda e contínua devido à distensão e irritação do miométrio pelo sangue acumulado.
  • Útero Hipertônico: A descrição de "tônus uterino aumentado" (útero duro) é o sinal físico mais distintivo. O útero contrai-se reflexamente em resposta ao acúmulo de sangue retroplacentário, mantendo-se rígido entre as contrações.
  • Sangramento Vaginal: Embora o sangramento possa ser oculto (retroplacentário), a presença de sangramento vaginal confirma a ruptura da placa basal ou a passagem de sangue através do canal cervical.
  • Bradicardia Fetal (BCF 110 bpm): Indica sofrimento fetal imediato decorrente da interrupção parcial ou total da troca gasosa na interface placentária.

Análise Comparativa

Para confirmar a escolha, analisamos as demais alternativas:

AlternativaPor que não se encaixa?
A. Trabalho de PartoAs dores seriam rítmicas e progressivas, e o útero relaxaria entre elas. A hipertonia constante e o trauma sugerem patologia aguda.
B. Rotura Prematura de MembranasO sintoma predominante seria o vazamento de líquido amniótico, não dor abdominal intensa com endurecimento uterino imediato.
D. Rotura UterinaÉ menos comum sem história prévia de cirurgia uterina (cesárea). Os sinais clínicos (perda da apresentação fetal, parada de dilatação) diferem do quadro atual.
E. Placenta PréviaCaracteriza-se por sangramento indolor. Nunca causa hipertonia uterina ou dor abdominal severa.

Portanto, a associação de trauma + dor abdominal + útero endurecido + sangramento define classicamente o Descolamento Prematuro de Placenta, tornando a Alternativa C a correta.

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