Medicina Múltipla Escolha

Mulher de 72 anos foi atendida em hospital de médio porte. Relatava emagrecimento e dor abdominal com irradiação para região dorsal há 3 meses; há 1 mês a urina ficou mais escura, começou a apresentar prurido abdominal com fígado palpável abaixo da borda costal direita, assim como uma massa bem definida, de consistência cística, não dolorosa em hipocôndrio direito. Nesse caso, o mais adequado é solicitar:

Mulher de 72 anos foi atendida em hospital de médio porte. Relatava emagrecimento e dor abdominal com irradiação para região dorsal há 3 meses; há 1 mês a urina ficou mais escura, começou a apresentar prurido abdominal com fígado palpável abaixo da borda costal direita, assim como uma massa bem definida, de consistência cística, não dolorosa em hipocôndrio direito. Nesse caso, o mais adequado é solicitar:

  1. ultrassonografia para avaliar colecistite crônica calculosa.
  2. tomografia computadorizada para avaliar vias biliares e pâncreas.
  3. colangiopancreatografia por ressonância para avaliar coledocolitíase.
  4. biópsia percutânea com agulha da massa palpada para avaliar neoplasia.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - Tomografia computadorizada para avaliar vias biliares e pâncreas

Introdução ao Caso Clínico

A paciente apresenta um quadro clássico de obstrução biliar extra-hepática, com forte suspeita de etiologia maligna. Os pontos-chave para o raciocínio diagnóstico são:

  • Icterícia indolor: A falta de dor aguda associada à icterícia prolongada afasta cálculos biliares comuns (que causam cólicas).
  • Perda de peso (emagrecimento): Indica processo neoplásico ou crônico degenerativo.
  • Massa cística não dolorosa no hipocôndrio direito: Trata-se da vesícula biliar dilatada (hidropsia vesicular).

Desenvolvimento: O Sinal de Courvoisier

A combinação de icterícia profunda, perda de peso e palpação de vesícula biliar dilatada e indolor é conhecida como Sinal de Courvoisier.

Este sinal sugere que a obstrução do ducto biliar comum é causada por um processo lento e expansivo (como um tumor), permitindo que a vesícula se distenda sem inflamação prévia (diferente da litíase biliar, onde a vesícula costuma estar fibrosada e contraída).

A localização anatômica sugerida é a cabeça do pâncreas, comprimindo o colédoco. A dor irradiada para a região dorsal reforça essa hipótese, indicando possível envolvimento do plexo celíaco.

Análise das Alternativas

AlternativaAvaliaçãoMotivo
AIncorretaO foco é "colecistite crônica calculosa". O quadro clínico não é compatível com cálculo (não há dor tipo cólica, há massa indolor e icterícia prolongada). Além disso, a ultrassonografia tem baixa sensibilidade para visualizar tumores na cabeça do pâncreas devido à interferência do gás intestinal.
BCorretaA Tomografia Computadorizada (TC) é o exame de escolha para investigar a cabeça do pâncreas, caracterizar a lesão e realizar o estadiamento (verificar metástases ou invasão vascular).
CIncorretaA colangiopancreatografia por ressonância é excelente para vias biliares, mas geralmente é secundária à TC para fins de estadiamento oncológico inicial.
DIncorretaA biópsia percutânea direta não é o primeiro passo. Deve-se confirmar a anatomia e a resecabilidade da lesão via tomografia antes de qualquer procedimento invasivo.

Conclusão

O exame mais adequado para confirmar a suspeita de neoplasia de cabeça de pâncreas e planejar o tratamento é a tomografia computadorizada, pois oferece a melhor visualização do parênquima pancreático e das estruturas vasculares adjacentes.

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