Medicina Múltipla Escolha

Um paciente de 57 anos possui uma lesão esofágica estenosante e não transponível ao aparelho de endoscopia em esôfago médio/distal, com biópsia revelando carcinoma epidermoide escamoso. O paciente iniciará tratamento com radioterapia e quimioterapia neoadjuvantes, porém está com ingestão praticamente nula de alimentos há vários dias. Qual é a melhor estratégia cirúrgica de via alimentar indicada para esse paciente?

Um paciente de 57 anos possui uma lesão esofágica estenosante e não transponível ao aparelho de endoscopia em esôfago médio/distal, com biópsia revelando carcinoma epidermoide escamoso. O paciente iniciará tratamento com radioterapia e quimioterapia neoadjuvantes, porém está com ingestão praticamente nula de alimentos há vários dias. Qual é a melhor estratégia cirúrgica de via alimentar indicada para esse paciente?

  1. Realizar uma gastrostomia endoscópica.
  2. Realizar uma gastrostomia laparoscópica.
  3. Realizar uma jejunostomia.
  4. Realizar uma ileostomia.
  5. Realizar uma esofagostomia.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - Realizar uma jejunoestomia.

Análise Clínica e Justificativa

O caso apresentado envolve um paciente com carcinoma de esôfago (médio/distal) com obstrução severa (estenose intransponível) que necessita de suporte nutricional durante tratamento neoadjuvante (quimioterapia e radioterapia).

Pontos Chave para Decisão:

  • Necessidade de Nutrição Enteral: Com ingestão nula de alimentos, o paciente está desnutrido. A via enteral é sempre preferível à parenteral para preservar a barreira intestinal e reduzir infecções.
  • Preservação Gástrica: Em muitos tratamentos de câncer de esôfago, o estômago é preservado para ser mobilizado e utilizado como substituto do esôfago após a ressecção do tumor (anastomose gástrica). Colocar uma gastrostomia pode comprometer a viabilidade desse órgão para reconstrução futura.
  • Risco de Aspiração: Tumores esofágicos e tratamentos neoadjuvantes aumentam o risco de refluxo gastroesofágico e aspiração pulmonar. A nutrição jejunal (jejunoestomia) reduz drasticamente esse risco comparado à nutrição gástrica.
  • Radioterapia: A radioterapia pode afetar tecidos abdominais. Uma abertura no estômago (gastrostomia) poderia ter cicatrização prejudicada ou infeccionar mais facilmente sob radiação.

Comparativo das Opções:

ViaVantagensDesvantagens neste Caso
Gastrostomia (A/B)Técnica simples.Risco de comprometer o estômago para reconstrução futura; maior risco de refluxo/aspiração.
Jejunoestomia (C)Menor risco de aspiração; preserva o estômago; ideal para nutrição prolongada.Requer técnica ligeiramente mais complexa (mas ainda minimamente invasiva).
Ileostomia (D)Distal.Risco alto de desequilíbrio hidroeletrolítico; desnecessária.
Esofagostomia (E)N/ANão é via de alimentação; seria uma fístula externa sem função digestiva.

Conclusão

A jejunoestomia é a estratégia cirúrgica de escolha para suporte nutricional em pacientes com obstrução esofágica maligna que serão submetidos a tratamentos neoadjuvantes, pois garante a nutrição com menor risco de complicações respiratórias e preserva a anatomia gástrica para eventuais cirurgias de ressecção e reconstrução futuras.

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